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domingo, 11 de novembro de 2012

A ESTIAGEM E O DESPERDÍCIO


A Região Nordeste vive uma das mais cruéis secas dos últimos tempos. O que temos presenciado, via telejornais, é de cortar o coração: pessoas abandonando suas casas, outros percorrendo léguas e léguas para retirar água de barreiros( suja e dividida com animais), galões de água sendo transportados em lombo de jumento, mulheres com a “rudia” e cabaças na cabeça, carro pipa pra lá e pra cá sem dar conta de atender ao grande contingente de pessoas que estão passando sede.

Lembrando, também, dos animais. Rebanhos inteiros de cabras, bodes e vacas, quando não pele e osso, estão mortos e os esqueletos vão ficando para trás no chão “esturricado” do sertão nordestino.

Em Coelho Neto a estiagem tem afetado muita gente. Em vários povoados da zona rural, os agricultores perderam os plantios, os poços cacimbões estão secando e nem rezar para São José tem resolvido. Na zona urbana a situação tende a se agravar se não chover, com abundância, nos próximos dias.  Os poços artesianos que abastecem a cidade estão perdendo a vazão, muitos já secaram, definitivamente, e várias ruas já recebem água de carro pipa (já são onze contratos pela Prefeitura). Entretanto, na maioria dos bairros o abastecimento, ainda, está regularizado.

O SAAE- Sistema Autônomo de Água – vem feito leão ferido resistindo ao fenômeno e de forma gratuita (acredita??)tem atendido à população. Acontece, que apesar, dos inúmeros pedidos para que a população não desperdice água, o que temos visto é uma verdadeira falta de conscientização por parte de um número, significativo, de moradores que, ainda, dispõem do precioso líquido. Como exemplo: a fotografia abaixo mostra uma caixa d’água que derrama há mais de 30 dias(dia e noite) por falta de uma boia que custa menos de R$ 20,00(vinte) reais. É o retrato, vivo, do descaso e da falta de responsabilidade comunitária.

Tal, lamentável, situação ainda nos conforta, pois o desperdício está servindo para algo: amenizar a sede e o calor do tejo que, apesar, de não ser gente, também, precisa de água fresca e saudável vinda da caixa d’água de um cidadão(rico) que não pode comprar uma boia.



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