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quinta-feira, 29 de abril de 2021

PARABÉNS, MINHA MÃE

 

Minha Mãe, por mais belas que possam ser as palavras nenhuma delas retrata de forma pelo menos aproximada a imensidão do que sinto por você. Até a palavra amor torna-se pequena para expressar tanto carinho e afeto. Somente Deus, que é maior que o próprio amor, pode compreender o meu sentimento, porque somente Ele sente mais que eu.

Minha Mãe, se eu pudesse ter todo o universo em minhas mãos, pouco ainda seria como presente para dar-te, pois você, minha mãe querida, se aproxima muito mais de Deus que a própria via - láctea. Juntos, todos, os astros do universo são menos reluzentes que você.

Muitos anos de vida, minha mãezinha, com saúde, paz, alegria e a família toda reunida.


terça-feira, 27 de abril de 2021

ADEUS, CACAU GUERREIRO

 

Eu e Cacau( direita) no tempo da Rádio Guanabara

A vida reside no tempo: passado, presente e futuro.

Antagônica da vida, a morte, também, mora no tempo, mas só no presente. Depois de extinguir a vida hoje, imiscuindo o direito ao futuro, ela não tem poder para apagar o passado.

Meu caro, Cláudio Robério Gomes Guerra, perdeste o direito ao futuro, aqui na terra, mas ficarão guardadas em nossa memória as boas lembranças e, principalmente, a certeza que quando esteve presente soube plantar e preservar a amizade. Siga na paz, meu amigo, para um futuro onde resplandece, somente, Luz e a morte não pode te alcançar.

Na foto: Eu e Cacau (direita) nos tempos da Rádio Guanabara


O QUE JUSTIFICA TANTO SOFRIMENTO?

Ontem, segunda-feira (26), morreu em São Luís a jovem professora Julianna Mara Santos Sousa Farias, vítima da terrível Covid-19. Ela já havia perdido o esposo que também foi vencido pelo novo coronavírus, e nem chegou a saber da morte do companheiro. Foi contaminada ainda grávida do terceiro filho Arthur. Após passar por uma cesariana, Julianna Mara teve o estado de saúde agravado e precisou ser intubada. O marido faleceu nesse intervalo de tempo. Ontem ela também foi a óbito.

A professora era muito querida na escola e na comunidade. Ela e o marido, deixam três filhos, Maria Alice, de 4 anos, Maria Cecília, de 2 anos (com necessidades especiais), e o recém-nascido Arthur que encontra-se com a avó paterna.

Título original: Tristeza! Professora e o marido morrem de Covid-19 em São Luís; casal deixa 3 filhos. Blog do Luís Cardoso

sexta-feira, 16 de abril de 2021

MA: PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO SERÃO VACINADOS A PARTIR DE TERÇA-FEIRA (20)

 

O Governo do Maranhão anunciou ontem (15) que os profissionais de educação entrarão nos grupos prioritários de vacinação contra a COVID-19. A vacinação terá início na próxima terça-feira (20) com os profissionais de 55 anos ou mais e abrange as redes municipal, estadual e federal e, também, levará em consideração todas as categorias de professores e profissionais de educação que trabalham em escolas, faculdades e universidades.


segunda-feira, 29 de março de 2021

COELHO NETO: O RISCO DE PEGAR CORONAVÍRUS NAS AGÊNCIAS BANCÁRIAS

 

O atendimento oferecido pelas agências bancárias de coelho neto precisa, urgentemente, ser melhorado. Hoje, 29.03, fotos que estão circulando na internet mostram enormes aglomerações, ocasionadas pelas filas quilométricas dentro e fora das instituições e nenhuma preocupação com os cuidados básicos para evitar o contágio como o distanciamento das pessoas e a higienização das mãos.

É notório que os prédios são de tamanho reduzido, que o número de funcionários não atende à demanda, que as pessoas querem, de qualquer jeito, receber seus proventos, mas torna-se imprescindível que algum plano de atendimento seja elaborado, sob pena de muitas pessoas pegarem coronavírus na fila do banco.

Em tempos de pandemia e com o crescente aumento no número de infecções e mortes pela COVID-19, os órgãos de fiscalização precisam agir de maneira contundente, seja exigindo das gerencias organização no funcionamento ou aplicando pesadas multas. Afinal, temos a Vigilância Sanitária, o Procon, a Polícia Militar e o Ministério Público, que via de regra, devem incumbir-se de zelar pela proteção da população. E o cidadão precisa fazer a sua parte.

 

Imagem: Facebook


domingo, 28 de março de 2021

COELHO NETO: CORONAVÍRUS ESTÁ FAZENDO ESTRAGO

Abismado, estarrecido e esperançoso são os adjetivos que utilizo para começar o texto.

Abismado com a notícia de que uma criança de apenas 1 ano de idade, vinda de Buriti, morreu em Coelho Neto, ontem 27, após uma parada cardiorrespiratória consequência da Covid-19. E por causa dos nossos 53 mortos e dos mais de 300 mil no Brasil.

Estarrecido com as imagens que vemos nas redes sociais de aglomerações, de pessoas sem máscara nos comércios, de transeuntes despreocupados com o vírus e algumas autoridades de nossa cidade sendo incapazes de dar exemplo, apesar do decreto(correto) que deveria inibir certas práticas vedadas nesse momento.

Esperançoso de que os 4 internados em UTI, os 13 internados na enfermaria da UPA e os 379 que estão com o vírus ativo se recuperem, os que estão calados, também; que a vacina chegue em grande quantidade (e rápido) e que essa maldita doença deixe em paz as nossas famílias, com a graça de Deus. E, ainda, porque temos pessoas no nosso meio que são responsáveis e se preocupam com a vida deles e dos outros. Tipo o cidadão que postou em sua página no facebook o que segue:

“NÃO VISITEM COELHO NETO-MA NESTE FERIADO PROLONGADO!!

Aqui não tem praia, a gente passa um calor da peste, os motoristas não dão seta. E o povo é fofoqueiro, não usam máscaras, só tem doido, cidade é infestada de Potós, tudo é caro. Pra finalizar aqui não tem internet boa, estou postando isso em cima de um pé de manga, pra poder ter sinal. Evitem por favor visitar também os parentes e amigos de vcs q moram aqui, eles não estão com saudades, falam mal de vcs pelas costas. Fiquem em casa!! ESPERO TER AJUDADO”

Filho Silva- facebook


segunda-feira, 22 de março de 2021

A INSANIDADE BRIGA POR LULA E BOLSONARO, ENQUANTO A MORTE RONDA

É um contra-senso, irracional, não tem lógica alguma, a disputa política entre pessoas que defendem Lula e Bolsonaro, enquanto o Brasil afunda. Filhos da Pátria morrendo no chão de UBS, sem ar; hospitais abarrotados de infectados, sem leitos de UTI, sem insumos para intubação e milhares de famílias chorando seus mortos, todos os dias, por causa da Covid-19. São cenas de guerra, o que estamos vivenciando, com o país estagnado pela ineficiência, somados os esforços daquele que fez o que fez e do que entrou e nada faz.

Sofrimento aos montes e a turma, de um lado e do outro, se “matando” para defender as velhas raposas. Com matérias pagas, postadas nas redes sociais, tanto Bolsonaro quanto Lula, através de profissionais especializados e bem pagos, botam a militância enlouquecida para se engalfinharem. Mas, o que os insanos defendem? O negacionismo, a megalomania e a corrupção. Nessa batalha já está definido o perdedor: nós, o povo. O resto é conversa para boi de pano dormir.

terça-feira, 16 de março de 2021

VILA PIMENTEIRAS: UM CASO DE INSENSIBILIDADE

Quem visita hoje a Pimenteiras e a Vila Pró-Álcool fica emocionado ao ver que as moradias estão sendo devoradas pelo tempo, pelo cupim, pelo vandalismo e pela falta de manutenção. Tudo se acabando, ou tudo acabado. Das dezenas de casas (não sei o número exato) que serviam de moradia para centenas de famílias restam algumas poucas em condições de habitabilidade, e tão, somente, por causa da teimosia de pouquíssimos moradores que permanecem por lá e acompanham o fim de um sonho.

O Grupo Industrial João Santos fechou os olhos e permitiu que as vilas morressem. É um caso agudo de insensibilidade, o que parece ser peculiar aos seus dirigentes. Pois, se houvesse um mínimo de empatia muitas famílias que não tem aonde morar estariam debaixo de um teto. Para isso, poderia terem sido feitos contratos de aluguel, gratuitos, por longo prazo, contratos de aluguel a preço baixo ou doações definitivas. Tudo seria possível se o dono assim quisesse.

Com o déficit habitacional que assola o Município, aliado à pobreza crescente da população, aumenta o número de pessoas morando em condições precárias ou sub-humanas. Muitos poderiam dizer: mas, quem é que vai morar na Pimenteiras? “Quem calça o sapato sabe onde aperta”. São coelhonetenses que não tem condições de pagar aluguel ou construir um lar. As casas das Vilas seriam a salvação ou a oferta de um pouco de dignidade para muitos que fizeram do Grupo João Santos a potência econômica que foi, que tudo levou daqui e, quase, nada deixou.

 

Imagem: Terezinha Araújo- facebook

 

sexta-feira, 12 de março de 2021

O PODER DO “S” NA CÂMARA MUNICIPAL

A verborragia na política da Microrregião de Coelho Neto sempre foi criativa, desde a colonização, até hoje. São causos linguísticos dos mais simples aos mais sofisticados que envolvem figuras folclóricas da sociedade. Esse terá o nome da cidade e dos personagens envolvidos subtraídos. Embora com nomes fictícios, o acontecido foi verdadeiro.

1º de janeiro, dia da posse do novo prefeito e da nova câmara de vereadores de Nascedouro, assim chamaremos a pequena cidade. No legislativo, alguns novos e outros reeleitos. Nessas ocasiões, de quatro em quatro anos, o vereador com mais idade, entre os pares presentes, responde pela presidência para dar posse ao prefeito, vice-prefeito e colegas edis.

Pois bem, Antonino Lucena assumiu a direção dos trabalhos com voz pastosa e o “ar” de autoridade nacional, quase um senador da república de tão empolgado que estava diante da plateia que se aglomerava no prédio da pequena câmara municipal, onde o calor era insuportável e os presentes suando às bicas, às 10 horas da manhã.

Meticuloso, exigente, daquele tipo “de tudo nos mínimos detalhes”, Antonino Lucena era a cara da ordem e progresso. Quem o conhecia sabia com certeza que o discurso seria longo e a posse dos eleitos demorada. Os agradecimentos aos presentes e a saudação aos mortos durou quase meia hora.

No recinto, já com o nó da gravata desfeito, suando por todos os poros e, bastante, impaciente se encontrava o vereador para 1º mandato, Zequinha Quente. Zequinha sentava, levantava, respirava fundo, passava a mão na cabeça- sem muitos cabelos, fazia menção de sair do local e desesperava-se com a tranquilidade na oratória do condutor da sessão.

-No passo de jabuti que o Antonino tá falando, só vamos sair daqui lá pra uma da tarde, disse ao colega da direita. – Aqui vai dar merda, concluiu espalmando as mãos.

Com a impaciência já no limite, o edil decidiu tomar “uma” e retirou-se do plenário. Nessas ocasiões vendedores ambulantes disputavam palmo a palmo os consumidores, vendendo principalmente produtos gelados que ajudavam a amenizar o calor. De forma que, Zequinha Quente, saiu diversas vezes do local da cerimônia para refrescar a garganta com uma antártica gelada.

De tanto sair e entrar, entrar e sair, Zequinha foi advertido pelo presidente, que interrompeu o discurso para dizer: “queremos avisar aos presentes e, principalmente, às autoridades que é proibida a ausência no local dos trabalhos”. A advertência foi indireta, pois o nome do fujão não fora mencionado, entretanto os presentes entenderam, incluindo o próprio, para quem era o “carão”.

Após risos- meia boca, de alguns convidados, Zequinha Quente perdeu, de vez, a paciência e a compostura que a ocasião exigia e disse em tom baixo, porém ouvido pela presidência e obsequiados: - “Antonino, tú tá esticando a sessão mais que “priquito” de vaca”.

Antonino Lucena, homem de moral, conhecido por respeitar e ser respeitado, pouco afeito a brincadeiras e dono de um vocabulário sem palavras chulas, não se conteve. Ficou de pé, branco como quem viu a morte, deu uma palmada na mesa, que estalou no auditório, e disse com voz impávida e locução rápida: “senhores, vereadores Zequinhas, os senhores podereis, seres cassados, agoras”.

Carlos Machado

segunda-feira, 8 de março de 2021

O MULHERÃO

Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.

Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, é quem de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação. Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios. Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas MULHERÃO É QUEM MATA UM LEÃO POR DIA!

 

Martha Medeiros (Jornal Zero Hora / RS)