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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

INCÊNDIO DESTRÓI MUSEU NACIONAL, NO RIO

Os bombeiros trabalham no rescaldo das chamas que consomem o Museu Nacional, na Zona Norte do Rio, há mais de 9 horas. Ainda assim, no fim da madrugada desta segunda-feira (3), era possível ver focos de incêndio em alguns pontos do prédio. Agentes de 12 quartéis estão no local, que foi destruído por um incêndio na noite de domingo (2).

Segundo bombeiros que trabalham no local, praticamente tudo foi destruído. Quando as equipes chegaram ao local, por volta das 19h30, os bombeiros disseram que conseguiram recuperar itens da parte de botânica e alguns documentos. O restante foi completamente consumido pelas chamas. O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Aproximadamente 3 milhões de itens estavam em outro prédio.

“É inestimável, incomensurável. A gente está falando de um museu que formou uma coleção histórica na época que os grandes museus da Europa estavam se formando. Tinha pesquisa acontecendo, tinha a reserva técnica de material arqueológico. Perdemos a oportunidade de conhecer parte do passado do próprio Brasil", lamentou Claudio Prado de Mello, arqueólogo e historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os dois hidrantes próximos ao Museu Nacional apresentavam problemas no começo do combate às chamas. Não havia pressão suficiente. A solução foi apostar para um plano B: retirar água de um lago próximo para o caminhão da corporação e, assim, levar ao local do incêndio. O problema atrasou o combate às chamas.

O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, afirmou, que houve descaso de vários governos com o local. Segundo ele, há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação. "Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio."

Fonte: G1

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