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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

POR QUE O CORAÇÃO DE DOM PEDRO I FOI SEPARADO DO CORPO?

 

Dom Pedro I é conhecido como a figura ilustre que realizou o Grito da Independência, em 7 em de setembro de 1822 — mesmo que com dor de barriga. Desde o início não tão glorioso, depois dos seus quase 9 anos de reinado, o governo do monarca teria um fim deprimente, com notável enfraquecimento político. Por conta própria, o imperador então abdicou ao trono, em abril de 1831.

Aqueles tempos definitivamente não foram fáceis para o soberano: passou seus dias finais vivendo o luto e batalhas. E os finalizou decaído e doente, longe de qualquer glória. Para completar, seu coração foi separado do resto do corpo — uma vontade fúnebre e inusitada do monarca. Mas, afinal, por que ele teve esse desejo?

Vamos começar contextualizando os últimos dias do monarca. D. Pedro I teve que deixar tudo para trás e se mudar para a Europa em 7 de abril de 1831, em uma longa viagem, na companhia da segunda esposa, Dona Amélia. 

Novamente, não encontrou grande apoio dos europeus, mesmo após tentar encontrar aliados na França e no Reino Unido. Como resultado, reivindicou seu título de Duque de Bragança — nome para o qual nem se quer era mais herdeiro direto. 

Após o nascimento da filha dele, D. Maria Amélia, Pedro se viu tendo que deixar a esposa e a criança para lutar na Guerra Civil Portuguesa, em 1832. Foi um baque, mas ele teve que superar. Em 9 de julho, entrou na cidade do Porto e liderou um grupo liberal. 

Por estar em inferioridade numérica, o exército do ex-imperador não tinha grandes vantagens. Tudo piorou em 1833, quando ele ficou sabendo que sua filha, Paula (fruto de sua relação com Maria Leopoldina), estava prestes a morrer. No meio da guerra, infelizmente, o luto não teve espaço. 

Sem muitos sucessos, D.Pedro I teve que assinar uma aliança com exércitos espanhóis e, depois, um tratado de paz em 26 de maio de 1834. Entretanto, nessa altura, a guerra já havia o minado demais. Sua saúde decaiu e, com imunidade baixa, o líder político contraiu tuberculose. Morreu em decorrência da doença em 1834.

O que poucos sabem é que D.Pedro I deixou em seu testamento, logo antes de morrer, que queria que seu coração permanecesse na cidade do Porto. E essa vontade final tinha total relação com a Guerra Civil Portuguesa que tanto o desgastou.

Foi justamente em Porto que o português viveu por 13 meses (de julho de 1832 a agosto de 1833). E lá foi o palco da disputa que ele teve com seu irmão Dom Miguel I, travada no conflito. Então, essa ligação afetiva entre seus últimos dias e o cenário bélico geraram em Pedro o desejo de deixar uma parte dele, que estava ligada à cidade portuguesa — literalmente, o seu coração. 

Em 1972, as demais partes dos restos mortais de D.Pedro I foram levadas ao Brasil, e estão no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Mais precisamente, na cripta do Monumento à Independência.

Já o órgão que bombeia o sangue, como sabemos, está bem mais longe: repousa dentro de um recipiente de vidro, na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, em Porto. Curiosamente, a água do vidro é trocada uma vez a cada década pela prefeitura local.

Não dá para dizer que o coração está guardado a sete chaves, pois são, na verdade, cinco — a primeira abre uma placa de metal; a segunda e a terceira movimentam uma rede; a quarta, mexe uma urna; e a quinta, desloca uma caixa de madeira.

É curioso lembrar que, em vida, a Imperatriz Leopoldina, Dona Amélia ou a amante Domitila de Castro podem ter até tido as chaves para o coração de Dom Pedro. Mas em termos biológicos, e não de afeto, os responsáveis agora são tecnicamente os seis funcionários que realizam o processo de abertura para a manutenção do órgão.

Fonte: AH


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

MADAME SATÃ, O TRANSFORMISTA QUE ABALOU A SOCIEDADE CARIOCA NO SÉCULO 20

Nascido em Glória do Goitá, em Pernambuco, no dia 25 de fevereiro de 1900, João Francisco dos Santos seria pouco conhecido por seu nome de batismo ao longo da vida. Também não se alinhou as origens; tornou-se, ao longo da juventude, um símbolo da boemia carioca depois que passou a residir no Rio de Janeiro, em 1907. 

Criado em uma família pobre com outros 17 irmãos, transcrevia as dificuldades familiares em pequenos delitos ainda quando adolescente, mas abusando de um carisma carregado na ironia e extroversão. Vivendo na Lapa, tornou-se uma figura conhecida localmente durante a primeira metade do século 20, principalmente por brigas. 

Aprendeu cedo a arte da capoeira, se metendo em diversas brigas com frequentadores de bares e, principalmente policiais. Em 1971, chegou a justificar em entrevista ao jornal O Pasquim, que costumava brigar com militares por não aceitar o tratamento que os mesmos tinham com pessoas negras, pobres e homossexuais — três características que ele tinha. 

Antônio chegou a trabalhar de segurança, garçom, cozinheiro em casas noturnas e ser capoeirista nas horas vagas, mas foi no teatro que se adequou com maior facilidade. Ao mesmo tempo que fazia questão de ser regrado em ensaios, contrastava com um comportamento enérgico nas ruas. Em 1928, chegou a atirar contra um vigilante noturno chamado Alberto, que durante a queda bateu a cabeça e faleceu. 

Apesar de absolvido, a pena foi uma das primeiras que o artista acumulou, junto de 29 outros processos posteriores — incluindo 13 agressões e 3 homicídios — que totalizaram 27 anos preso em diversas épocas de sua vida. O sossego surgiu parcialmente em 1938, quando passou a ser elogiado e premiado pela fantasia que montou no bloco de rua ‘Caçador de Veados’. A vestimenta, nomeada Madame Satã, seria um símbolo da inserção artística de Antônio. 

Apelidado com o mesmo nome da fantasia, passou a ser figura frequente nos carnavais cariocas, mas continuou sendo preso por brigas e pequenos delitos. Para diminuir os problemas com intrigas regionais, viajou para São Paulo na década de 1940, mas foi novamente preso por atirar em um policial. Retornou ao Rio quando completou 50 anos de idade, decidido a fazer seu primeiro espetáculo. 

Como artista teatral, passou a realizar imitações de Carmen Miranda e apresentações como transformista, sendo um dos símbolos nacionais da cultura drag. Apesar de ser assumidamente homossexual, a mescla da personalidade viril masculina com os traços externos repletos de brilho construíram a imagem influente. 

Em seu livro de memórias, escrito por Sylvan Paezzo, o artista compartilhou que não tinha problema em ter relações com mulheres, mas que gostava “mais de ser bicha”. Aos 34 anos, mostrou seu lado familiar; casou-se com a amiga Maria Faissal e, juntos, adotaram 6 crianças, sendo a primeira uma criança de rua. De acordo com ele, a educação e o amparo formaram uma funcionária pública do Ministério da Justiça e um delegado de Polícia. 

Em seus anos finais, comparecia em todas as homenagens que lhe dedicavam, sempre de maneira calma e bem menos agressiva que em sua juventude. Internado como indigente em um hospital em Angra dos Reis, foi reconhecido pelo cartunista Jaguar e levado para uma clínica médica de alto padrão, onde um câncer em estado grave foi identificado. Morreu meses depois, aos 76 anos de idade.

Fonte: AH


terça-feira, 11 de agosto de 2020

GAROTO DE OITO ANOS DE IDADE É ALGEMADO DEPOIS DE BATER EM PROFESSORA

Apesar ter ocorrido em dezembro de 2018, somente agora que um vídeo de um garoto de oito anos de idade sendo algemado pela polícia nos Estados Unidos começou a repercutir na internet. O caso aconteceu em Key West, na Flórida, e a polícia foi acionada depois que o menino deu um soco em sua professora.

No relatório feito pelos policiais, o garoto teria ofendido a educadora e a ameaçado dizendo que “minha mãe vai acabar com você”. De acordo com o portal UOL, a briga teve início quando o garoto não estava devidamente sentado em sua cadeira, e teria sido algemado para que tomasse um “susto”. 

Através do vídeo veiculado em redes sociais, é possível ver que as mãos do garoto eram tão pequenas que as algemas ficavam caindo. O advogado especialista em direitos civis, Ben Crump, uma das pessoas que compartilhou o episódio, afirmou que o menino tinha pouco mais de um metro e meio e apenas 23 quilos, além de ter deficiência. 

O advogado disse, ainda, que o garoto teria sido levado para uma delegacia para que fosse fichado como um adulto. Os policiais aparecem dando lições de moral ao menino, já o chefe da polícia de Key West, Sean T. Brandenburg, disse a um jornal local que seus policiais não fizeram nada de errado. Não se tem conhecimento sobre o andamento do caso.

Fonte: AH


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

DE TENTAR SEQUESTRAR MICHAEL JACKSON A TESOURO PERDIDO: 5 HISTÓRIAS INACREDITÁVEIS DE PABLO ESCOBAR

 

Conhecido pelo apelido "El Patrón", Pablo Escobar se tornou um dos nomes mais polêmicos do século 20. Liderando o Cartel de Medellín, o narcotraficante passou a ter bilhões de dólares de maneira descontrolada.

Todavia, como era de se esperar, o dinheiro tem uma origem maldita. Por trás do império corrupto do criminoso, não faltam episódios marcados por sequestros, atentados, violações e homicídios. 

1. Derrubou um avião

Não é novidade que o narcotraficante Pablo Escobar era um homem implacável e sanguinário. Um episódio que aconteceu em 27 de novembro de 1989 foi a prova viva disso. Um avião Boeing 727 fazia um voo da capital Bogotá até a cidade de Cali. Cinco minutos depois da decolagem explodiu no céu colombiano, matando todos os passageiros e três pessoas atingidas no solo.

O objetivo de Escobar era matar o candidato à presidência da Colômbia César Gaviria, que não tinha embarcado no avião. A bomba, acreditam as autoridades, fora implantada pelos traficantes terroristas por meio de uma carga explosiva dentro de uma pequena mala, que um capanga do cartel levava consigo. O atentado horrorizou o país e fez com que as buscas pelo chefe do cartel de Medellín se intensificassem.

2. Sequestro de Michael Jackson

Em 2017, Juan Pablo Escobar revelou em uma entrevista que o pai tinha uma mirabolante ideia para atender um pedido dele e arrecadar mais dinheiro para o cartel. Juan se incomodava com o fato de somente os mesmos artistas tocarem na Hacienda Nápoles, e para seu aniversário queria algo diferente.

Os dois entraram em acordo e concordaram que, se pudessem trazer qualquer artista no mundo todo, o escolhido seria Michael Jackson. Então, Escobar teve a ideia de arquitetar um sequestro após a apresentação, sob o pretexto de uma apresentação na propriedade do colombiano, que tinha espaço de sobra para o show particular. Depois disso, no entanto, os capangas de Pablo iriam somente soltar Jackson se ele pagasse a quantia de 60 milhões de dólares.

O plano, felizmente, nunca foi para frente, especialmente por coincidir com o momento em que o chefe do cartel de Medellín passou a ser procurado pela Polícia Nacional da Colômbia, tratado como inimigo da nação. Com isso, teve não somente que abandonar o bizarro plano, bem como sua gigantesca propriedade.

3. Triângulo amoroso mortal

Pablo Escobar, apesar de casado, se envolvia com as mais belas mulheres graças a sua influência e dinheiro, e foi assim que ficou com Wendy Chavarriaga Gil, uma modelo de beleza exuberante. Para o azar dela, acabou engravidando do traficante, que a obrigou a realizar um aborto forçado.

Como forma de se vingar, passou a trabalhar como informante para a polícia — uma vez que, com o tempo que tinha passado com El Patrón, conhecia algumas operações e diversos contatos do cartel. Não somente isso, seu plano também envolvia seduzir o jovem e leal capanga de Pablo, John Jairo Velásquez Vásquez, o Popeye. Os dois começaram uma relação, no entanto, quando o chefe do crime ficou sabendo, se prontificou de saber se ela estava sendo monitorada pela polícia — e estava.

Depois de descoberto, Escobar nem precisou de detalhes para que Popeye percebesse que tinha que matar a sua amada. Depois de marcar um almoço e não aparecer, Wendy estava sozinha em um restaurante repleto de capangas, que a assassinaram com pistolas e revólveres.

4. Tesouro Perdido

Toda a riqueza de Escobar era baseada na cocaína, portanto ilícita. Porém, mesmo na época de sua morte ele tinha uma fortuna absurda, cerca de 30 bilhões de dólares — tanto que aprecia diversas vezes na lista de pessoas mais ricas do mundo pela revista Forbes. O dinheiro era tanto que o as notas eram espalhadas por toda Colômbia, como revelou o irmão de Escobar, Roberto.

Porém, não existe registro que aponte onde estão todos os esconderijos. A família de Escobar — sua mulher e filho — afirmam que os rivais do cartel de Cali ficaram com maior parte da herança suja da família, mas a quantia que tiveram com certeza não é o valor total. Por isso, existem milhares de dólares perdidos pelo país, em geral enterrados, para que a polícia não pudesse encontrá-los, deu certo.

5. Hipopótamos

Essa história é mais conhecida, mas ainda assim é um grande retrato de como o poder de Escobar era tamanho em seu auge. Na Hacienda Nápoles, o traficante decidiu abrir um zoológico com animais exóticos, entre eles quatro hipopótamos, únicos bichos  ilegais na Colômbia.

Porém, pela fácil adaptação ao ambiente tropical colombiano, e grande taxa reprodutiva da espécie, os paquidermes se fixaram e acostumaram bem ao ambiente. Por isso, depois do confisco da fazenda pelas autoridades nacionais, muitos animais foram resgatados, menos os hipopótamos, que, agressivos, não deixavam ser levados e permanecem até hoje no ambiente.

Fonte: AH

domingo, 9 de agosto de 2020

HISTÓRIA DO DIA DOS PAIS

Francisco Carnaúba, meu pai

 Atualmente, tal como o dia das mães, o dia dos pais é uma das datas mais prestigiadas no mundo como um todo e no Brasil, em especial. Entretanto, pouco se sabe sobre a origem dessa data.

No Brasil, ela é comemorada no segundo domingo de agosto, mas já foi comemorada fixamente no dia 16 desse mesmo mês. Nos Estados Unidos e em várias outras nações, a data é comemorada no terceiro domingo de junho; em Portugal e Espanha, em 19 de março; na Rússia, no dia 23 de fevereiro. Mas qual é a razão dessas diferenças?

Origem da comemoração nos Estados Unidos

O dia dos pais passou a ter repercussão mundial a partir do início do século XX, quando a data foi institucionalizada nos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos comemoraram pela primeira vez o dia dos pais em 19 de junho de 1910. Tal data foi escolhida a partir da sugestão de uma moça chamada Sonora Louis Dodd, que quis homenagear seu pai, William Jackson Smart.

Smart era um veterano da Guerra Civil Americana que, após a morte da esposa, teve que criar sozinho Sonora e os outros filhos. A homenagem de Sonora começou em 1909, em sua cidade, Spokane, no estado de Washington. O dia em questão, 19 de junho, era a data de nascimento de seu pai. O gesto simples da moça acabou por mobilizar muitas pessoas da mesma cidade a fazer o mesmo tipo de homenagem. De Spokane, a prática alastrou-se para outros estados dos EUA.

Entretanto, em 1966, houve uma alteração na comemoração da data em decorrência de outros fatores. Do dia 19 de junho, a comemoração passou para o terceiro domingo de junho. Em 1972, o presidente Richard Nixon declarou o terceiro domingo de junho como o dia oficial da comemoração do dia dos pais. Essa data foi adotada como modelo por vários países ocidentais.

Origem da comemoração no Brasil

No Brasil, o dia dos pais só foi comemorado pela primeira vez em 1953, no dia 16 de agosto. Ao contrário do que ocorreu nos EUA, essa data não foi pensada como forma de homenagem local e simples, que se alastrou depois, sem planejamento. Na verdade, ela foi pensada por um publicitário chamado Sylvio Bhering, à época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima.

O objetivo de Bhering era tanto social quanto comercial. A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo, que é comemorado em 16 de agosto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, já que a população brasileira era predominantemente constituída de católicos. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje.

O caso particular de outros países

Há o caso de outros países nos quais o dia dos pais está relacionado com aspectos culturais muito específicos. É caso, por exemplo, de Portugal, Espanha, Itália, Andorra, Bolívia e Honduras, que o comemoram em 19 de março. Isso ocorre porque tais países, também de tradição católica, associam o dia dos pais ao dia de São José, esposo de Maria.

Um caso curioso é o da Rússia, que celebra o dia dos pais em 23 de fevereiro. O motivo é o fato de que esse dia também é reservado à comemoração do Dia do Defensor da Pátria Local – data celebrada desde 1919. As duas datas acabaram por se entrelaçar.

Fonte: Brasil Escola


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

LISA GHERARDINI: A MULHER QUE CARREGA EM SUA HISTÓRIA UM DOS MAIORES MISTÉRIOS DA ARTE

Lisa Gherardini também conhecida como Lisa del Giocondo, teve seu nome dado à um dos quadros mais famosos da história. Por muitos anos esse foi um dos grandes enigmas da humanidade. Não se sabe ao certo se Gherardini é realmente a Mona Lisa que está atualmente no Museu do Louvre, na França, contudo, seu quadro foi verdadeiramente encomendado para ser pintado por Da Vinci. O pedido partiu do marido de Lisa, Francesco del Giocondo, a revelação dessa história veio à tona somente em 2005, sendo até hoje a hipótese mais aceita pelos historiadores.

Quem foi Lisa Gherardini?

Nascida em 15 de junho de 1479, em Florença na Itália, pouco se sabe sobre a trajetória da mulher, contudo, algumas peculiaridades sobre a italiana ajudam a contar uma história importante para a arte mundial.

A garota veio de uma família influente, entretanto, na época de seu nascimento seus familiares já não usufruíam de muito dinheiro e viviam em sua maioria com renda adquirida no meio agrícola.

Depois de enfrentarem algumas dificuldades, Lisa se mudou com seus parentes para a província italiana atualmente conhecida como Via dei Pepi e depois se mudaram novamente para Santa Croce, onde eram vizinhos de Ser Piro da Vince, pai do artista Leonardo.

Aos 15 anos, a menina se casou com um homem mais velho, Francesco del Giocondo, um comerciante de tecidos e seda, Lisa foi sua terceira esposa e a união rendeu para o homem um belo dote. O casal teve cinco filhos — um deles morreu após complicações no parto.

Ao longo de sua vida, a italiana foi conhecida por seu forte envolvimento com o catolicismo e a tentativa de ser sempre uma excelente mãe e esposa. Em certo ponto de sua jornada, a história de Lisa se cruzou com a do polímata italiano Leonardo da Vinci.

A descoberta

Durante a Renascença italiana, Leonardo da Vinci recebeu um pedido de Francesco para que retratasse sua mulher Mona (como as senhoras eram chamadas na época) Lisa. O fato de da Vinci ter realizado essa obra foi confirmado no ano de 2005, através de cartas reveladoras.

Pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, descobriram evidências de uma nota impressa em 1503, escrita pelo assistente de Leonardo, Agostino Vespucci. Na correspondência, o homem inicia o texto comparando o artista italiano com o renomado pintor grego Apelles e finaliza a carta dizendo que naquele tempo Leonardo estava trabalhando em uma pintura de Lisa del Giocondo. 

O nome de outras quatro mulheres já surgiu como uma possível inspiração de Leonardo para a pintura, contudo, a história de Lisa é a mais aceita pela comunidade artística. Na época da revelação do documento, o representante do Museu Do Louvre se pronunciou: "Leonardo da Vinci estava pintando, em 1503, o retrato de uma senhora florentina com o nome de Lisa del Giocondo. Sobre isso, agora temos certeza infelizmente, não podemos ter certeza absoluta de que este retrato de Lisa del Giocondo seja a pintura do Louvre. "

Especulações à parte, o quadro se tornou um verdadeiro ícone global, além disso é a obra mais conhecida de seu artista, que há muitos anos gera um ar misterioso e enigmático.

Sobre o fim da vida da mulher que possivelmente inspirou a pintura, sabe-se que Lisa foi para um convento após a morte do marido e que faleceu aos 63 anos, em 15 de julho de 1542, em decorrência de uma doença não revelada. Sua história é motivo de estudos e conspirações até os dias atuais.

Fonte: AH 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

BASÍLICA DO SANTO SEPULCRO, O INTRIGANTE LOCAL ONDE JESUS TERIA SIDO CRUCIFICADO, SEPULTADO E RESSUSCITADO

Localizada na Cidade Antiga de Jerusalém, a Basílica do Santo Sepulcro é, provavelmente, o local máximo de adoração do Cristianismo em todo o mundo. De acordo com escrituras existentes desde o século 4, foi nesse local que Jesus teria sido crucificado, e lá também abrigaria a tumba onde teria sido enterrado e depois ressuscitado.

Quando se converteu ao cristianismo depois de uma visão, Constantino — então imperador romano — enviou sua mãe até Jerusalém para encontrar a tumba de Jesus Cristo. Helena, então, com a ajuda de dois bispos cumpriu uma verdadeira missão, encontrando três cruzes perto de uma tumba, levando os romanos a acreditarem que aquele sim era o local certo.

Contando com as cruzes em que Jesus foi pregado ao lado de dois ladrões, o Calvário marca o local onde hoje está a Basílica feita por encomenda de Constantino. Porém, uma outra descoberta ainda estava prestes a acontecer depois que a construção da igreja, em 326, foi ordenada.

O imperador mandou que um templo erguido para Júpiter e Vênus fosse demolido e no lugar fosse erguida uma igreja. Durante as obras, os construtores se depararam com uma caverna em formato de tumba, identificando assim o lugar como o local de enterro de Jesus. Um santuário foi construído e, portanto, a Basílica se formou, em um complexo com a igreja, um átrio (onde Jesus foi crucificado — Calvário) e uma rotunda (onde supostamente estava a tumba de Cristo).

A Basílica, entretanto, nunca teve muita sorte ao longo de sua história. Jerusalém sempre foi um território visado por grandes generais e líderes políticos ao decorrer dos séculos, e em 614, durante uma das várias invasões ao local, o Império Sassânida, liderado por Khosrau II, roubou do local a Cruz tida como original.

Foi somente em 630 que o imperador Heráclio retomou o controle do lugar, e reconstruiu a basílica. A paz, no entanto, durou até o domínio árabe em Jerusalém que, apesar de ter mantido a construção, proibiu visitas oficiais ao local sagrado.  

Uma série de eventos aconteceram na Basílica, tornando o lugar alvo de muito azar. Em 746, um terremoto comprometeu seriamente as estruturas da igreja. Já em 841 e em 938, incêndios acidentais acometeram o edifício.

A destruição definitiva veio em 1009, quando o califa Al-Hakim bi-Amr Allah, visando uma campanha feroz contra o Cristianismo, ordenou que todos os santuários católicos fossem derrubados em toda a Palestina e no Egito. Depois disso, pouco restou da construção original.

Após diversas negociações entre os bizantinos e o califado de Ali az-Zahir, filho de Al-Hakim, a igreja pôde ser reconstruída e refeita, sendo finalizada somente em 1048. Desde então, por mais que tenha sofrido alterações em sua estrutura, foi a última grande reforma feita no lugar, sendo o mais antigo e próximo possível de como está o local atualmente.

Logo na entrada, está posicionado o Calvário, local onde supostamente Jesus teria sido crucificado. É a parte mais bem decorada em toda a basílica, e conta com duas capelas — uma atendendo a gregos ortodoxos e a outra para católicos, cada uma com um altar.

Já a tumba, como mencionado, está na rotunda da Basílica, que ao centro possui uma edícula. Dentro dela existem duas salas, uma contendo um fragmento de rocha usada pelos romanos para selar a tumba de Cristo, apelidada de Pedra dos Anjos. A segunda, e mais importante, contém a tumba de Jesus — vazia.

O local é um centro espiritual para todas as dissidências do Cristianismo, que realizam diariamente celebrações ecumênicas, todas em honra do local sagrado que visitam.

Fonte: AH

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

O MISTÉRIO DA BALEIA JUBARTE QUE FOI ENCONTRADA EM UM MATAGAL NO PARÁ

No estado do Pará, em fevereiro de 2019, moradores da região da praia do Araruna, na Ilha de Marajó, avistaram urubus sobrevoando um matagal. Lá, no meio da mata, foi encontrada uma baleia jubarte macho —  já em um triste e avançado estado de composição. 

O gigante do oceano causou espanto em profissionais da Secretaria de Saúde, Saneamento e Meio Ambiente (Semma).  A distância em relação à praia era de impressionantes 15 metros. Como poderia um mamífero daquele tamanho estar encalhado logo ali? O assunto rapidamente virou um mistério, investigado pela Semma junto com biólogos da ONG Bicho D’água.

Os especialistas viram que a baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) era macho e já tinha morrido há 3 ou 4 dias. Com 8 metros de comprimento e 6 metros de largura, o animal era ainda muito jovem, com cerca de um ano de idade. 

A criatura marinha deu um trabalho enorme para um total de 13 profissionais. Não seria possível para a equipe remover o corpo da baleia. “É muito complicado chegar até lá e não há como enviarmos uma escavadeira, porque ela não passaria pelo caminho. Não tem como remover. Para chegar até lá, precisamos atravessar um igarapé”, explicou ao portal G1, Dirlene Silva, secretária de meio ambiente.

Visto as dificuldades, os profissionais coletaram somente partes do corpo do bicho para realizar uma necropsia, feita em laboratórios de Belém e do Rio de Janeiro. A intenção era determinar a causa da morte, que ocorreu justo no inverno amazônico, período de cheia dos rios.

Contraditoriamente, não é no inverno, mas sim no período seco em que as baleias aparecem encalhadas na bacia amazônica, sobretudo devido à escassez de águas salvadas em rios. Por isso, não fazia sentido a baleia jubarte ter encalhado na estação mais fria do ano. 

Por outro lado, em época de temperaturas polares mais quentes, as jubartes realmente vão até o Hemisfério Sul, onde passam os meses de verão se alimentando. Provavelmente, foi durante uma migração que o óbito do filhote ocorreu, ainda que inexplicavelmente durante o inverno. 

Em entrevista feita no ano passado, à Veja.com, a oceanógrafa Maura Elisabeth Moraes de Sousa, do Instituto Bicho D’Água, explicou que as macros marés, comuns no Norte do Brasil, podem ter levado a carcaça da baleia filhote até o manguezal.

A morte teria ocorrido após o animal se perder do grupo e encalhar. “É um filhotão que deve ter tentado fazer sua primeira migração e por algum motivo não conseguiu, deve ter se perdido e já chegou ali morto”, contou a especialista. 

Ainda segundo a oceanógrafa, as baleias jubarte não são comuns na Ilha de Marajó. Esse fenômeno é raro, já que a plataforma continental do Brasil é muito extensa por causa da influência do Rio Amazonas. O mar aberto então fica bem longe, embora haja extensa área de profundidade rasa. 

Normalmente, segundo estudos nacionais, os mamíferos dessa espécie são vistos entre a Antártida e o arquipélago de Abrolhos, no litoral da Bahia. É costume, porém, que essas baleias migrem até 25 mil quilômetros de distância por ano. O filhote perdido em questão acabou indo longe demais, tendo um fim fatal, sendo arrastado após a morte até a floresta. 

Fonte: AH

terça-feira, 4 de agosto de 2020

EGITO REBATE BILIONÁRIO E REAFIRMA QUE PIRÂMIDES NÃO FORAM CONSTRUÍDAS POR ALIENS

O criador da SpaceX, primeira empresa privada a enviar foguetes tripulados ao espaço, escreveu no Twitter o que foi lido como um apoio aos teóricos da conspiração que dizem que alienígenas estavam envolvidos no colossal esforço de construção.

No entanto, a ministra da cooperação internacional do Egito, Rania al-Mashat, rechaça a afirmação e não quer que eles tomem parte do crédito. Ela diz que ver as tumbas dos construtores da pirâmide seria a prova.

Os túmulos descobertos na década de 1990 são evidências definitivas, dizem os especialistas, de que as magníficas estruturas foram realmente construídas pelos antigos egípcios.

Na semana passada, o magnata da tecnologia escreveu na rede social: "Aliens construíram as pirâmides, obviamente". A mensagem foi compartilhada mais de 80 mil vezes.

A ministra respondeu pelo Twitter que acompanha e admira o trabalho de Musk, mas sugeriu que ele explore os estudos sobre as evidências da construção das estruturas construídas para os faraós do Egito. Disse, ainda, que ele deveria ver os túmulos dos construtores de pirâmides. "Musk, estamos esperando por você", ela escreveu.

O arqueólogo egípcio Zahi Hawass também respondeu, em um pequeno vídeo em árabe, publicado nas redes sociais, dizendo que o argumento de Musk era uma "completa alucinação". "Encontrei os túmulos dos construtores das pirâmides que mostram a todos que eles (os construtores das pirâmides) eram egípcios e não eram escravos", disse ele,

Depois, Musk publicou no Twitter um link para um site da BBC History sobre a vida dos construtores de pirâmides, dizendo: "Este artigo da BBC fornece um resumo sensato de como foi feito".

Existem mais de 100 pirâmides sobreviventes, mas a mais famosa é a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, com mais de 137 metros de altura. A maioria delas foi construída como túmulos, um local de descanso final para a realeza do Egito.

Musk é conhecido por suas postagens prolíficas e às vezes erráticas. Certa vez, ele disse à CNBC: "O Twitter é uma zona de guerra. Se alguém vai pular na zona de guerra, é como 'OK, você está na arena. Vamos lá!'"

Fonte: BBC News Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

DINHEIRO MALDITO: QUEM HERDOU A FORTUNA DE ADOLF HITLER?

Quando autoridades britânicas prenderam um oficial nazista chamado Heinz Lorenz, não imaginavam o que encontrariam. O homem, que era assessor de imprensa do ministro da propaganda do Terceiro Reich, Joseph Goebbels, carregava consigo o testamento de Adolf Hitler.

Foi o secretário pessoal do tirano, Martin Bormann, quem pediu para que Lorenz retirasse os importantes papéis de Berlim. Assim que foi capturado pelas autoridades por usar documentos de identificação falsos, o testamento foi encontrado no interior das ombreiras de Heinz.

Herman Rothman, um judeu alemão que trabalhava para o serviço de inteligência do Reino Unido, e outros quatro homens — também judeus — receberam, em 1945, a árdua tarefa de traduzir os documentos. Segundo Herman, em seu livro O Testamento de Hitler, de 2014, tudo deveria ser feito em total sigilo.

Em seu último testamento, Hitler reforçou seus sentimentos pelos judeus, nomeou um novo gabinete e descreveu como seria o governo no futuro. No entanto, pouco foi falado em relação aos seus bens.

No documento ditado e assinado em Berlim, 29 de abril de 1945, às 4h em ponto, o líder nazista determinou: "o que possuo, pertence —  se tiver algum valor — ao Partido, se este já não existe, ao Estado, se o Estado também for destruído, nenhuma outra decisão minha é necessária”. No dia seguinte, com testamento já assinado, suicidou-se.

Nos textos, ficou claro que, mesmo depois da morte, Hitler se interessava em manter a aparência moderada que promovia em vida. Ele deixaria, expressamente, poucas heranças materiais.

Sobre as pinturas que adquiriu, disse que elas "nunca foram coletadas para fins privados, mas apenas para a extensão de uma galeria em minha cidade-natal de Linz, no Danúbio". Para parentes e “fiéis colegas”, o líder da Alemanha nazista deixou objetos de "valor sentimental ou necessários para levar uma vida simples e modesta".

Por mais que Hitler tentasse promover um estilo de vida sem ostentação na mídia, o nazista acumulou, de fato, uma considerável fortuna durante seus anos de ascensão. Entretanto, é muito difícil estabelecer um valor exato para seu patrimônio.

Em seu livro, A fortuna de Hiler, Cris Whetton estimou, mesmo com uma diferença muito grande, que, “em 24 de abril de 1945 (...), seis dias antes de seu suicídio em Berlim, Adolf Hitler era, provavelmente, o homem mais rico na Europa, com uma fortuna de 1,35 bilhão a 43 bilhões de euros em valores de 2003”.

Publicado na íntegra, em uma versão popular, em 1930, o livro Minha Luta, escrito pelo próprio nazista, provavelmente foi uma de suas maiores fontes de renda. Em 1933, com 1 bilhão de cópias vendidas, a obra — que chegou a ser obrigatória nas escolas — arrecadou cerca de 1,2 bilhão de reichsmarks (um valor muito alto para a época).

Destino incerto

Hitler possuía, além dos itens pontuados no testamento, uma casa nos Alpes da Bavária, chamada Berghof, e um apartamento em Munique. Depois de sua morte, os aliados decidiram transferir a propriedade menor para a Bavária, onde Hitler era residente registrado.

Ainda no final da Segunda Guerra, a casa nos Alpes foi destruída por bombas e saqueada por soldados. E, em 1952, seus restos foram destruídos pelo governo da Bavária, para que não se tornasse uma atração para simpatizantes do regime nazista.

Quanto ao livro, o Estado da Bavária ficou com os direitos autorais e impediu sua publicação em territórios de língua alemã. A obra apenas caiu em domínio público no 70º aniversário da morte do autor, em 30 de abril de 2015.

Fonte: AH