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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

PESQUISADORES DESCOBREM IMPRESSIONANTES SARCÓFAGOS INTACTOS APÓS 2,5 MIL ANOS

 

Uma equipe de arqueologia localizou ao menos 13 sarcófagos, confeccionados em madeira e datados em 2,5 mil anos atrás, em um caminho alternativo escondido na necrópole do deserto de sacará, no Egito. De acordo com o Science Alert, a surpresa não partiu da descoberta dos ornamentos funerários, mas do estado de conservação do local.

A região, conhecida pelo encontro de sarcófagos, raramente possuem túmulos preservados, visto que a decomposição no clima quente desfavorece as características originais do ornamento. A nova descoberta, entretanto, estava intacta depois de milênio, além de estar completamente selada.

De acordo com o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, os ornamentos foram localizados empilhados em uma cova com 11 metros de profundidade. Além dos túmulos, outros itens que acompanhavam os sarcófagos, como as pinturas na madeira, estavam extremamente bem preservados.

A análise dos pesquisadores concluiu que, desde que foram enterrados, permaneceram selados sem intervenções humanas. Outros três nichos selados foram encontrados pela equipe e serão posteriormente analisados para compreender os antigos costumes funerários egípcios.

Fonte: AH


terça-feira, 8 de setembro de 2020

SÃO LUÍS DO MARANHÃO – 408 ANOS

 

Fundada no local de uma aldeia indígena, São Luís guarda até hoje um pouco da história do Brasil em seus enormes casarões que refletiam o sonho francês de estabelecer uma “França” nos trópicos (a “França Equinocial”).

Em 1535, quando da divisão do Brasil em capitanias hereditárias, a região de São Luís foi dada pela Coroa a João de Barros, tesoureiro. Na época ele fundou a cidade de Nazaré,que os historiadores estimam ser no mesmo local da atual São Luís. Porém, o local era habitado pelos índios tubinambás da aldeia Upaon-Açu que deram um pouco de dor de cabeça aos invasores.

Os cerca de 400 índios resistiram à ocupação portuguesa e Nazaré acabou sendo abandonada. Outro fator que levou ao abandono de Nazaré foi a dificuldade de acesso.

Mas, em 1612, o francês Daniel La Touche, que era conhecido como Senhor de La Ravardiére, comandou uma missão para fundar a “França Equinocial” na região. E desta vez deu certo. Os índios acabaram se aliando aos franceses e, inclusive, ajudando-os a resistir às primeiras tentativas portuguesa de retomar o local.

Porém, em 1615 os portugueses conseguem expulsar os franceses acabando com o sonho da frança tropical, quando Alexandre de Moura recolocou a região sob domínio português. Mas os franceses deixaram mais do que lembranças: o nome de São Luís, dado em homenagem ao rei francês Luís XIII, foi mantido pelos portugueses.

Em 1620 dos açorianos chegaram a São Luís e levaram consigo as técnicas para cultivo da cana-de-açúcar e da confecção da aguardente que, até a chegada dos holandeses comandados por Maurício de Nassau, em 1641, seria as únicas atividades da região. Mas, em 1644 os holandeses são expulsos e a Coroa resolve criar o Estado do Maranhão e Grão-Pará com o intuito de coibir as invasões ao local.

Em 1682 a criação da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, e as plantações de cana-de-açúcar, cacau e tabaco para exportação alavancam a economia da região. Porém, vários conflitos internos quanto aos impostos e aos modelos de produção levam à Revolta de Beckman. Um conflito de elites que foi o primeiro movimento de insurreição a acontecer na colônia.

Com a Guerra de Secessão nos EUA, os maranhenses veem ali uma forma de aumentar suas exportações de algodão para a Inglaterra propiciando a criação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará gerando grande desenvolvimento da cidade e dos seus portos.

Ainda no século XVII, são realizadas obras de canalização na cidade e a construção de fontes. São Luís cresce como nunca e chega a ocupar o lugar de terceira cidade mais populosa do Brasil atrás apenas de Rio de Janeiro e Salvador.

São várias as manifestações culturais da cidade que guarda a terceira maior população negra do país. Descendentes dos escravos que vieram da África, a cultura mantida pelos ludovicenses reflete as tradições e costumes trazidos por eles e que aos poucos se misturou com a cultura francesa, portuguesa, holandesa e de tantas quantas foram as bandeiras a aportar por àquelas terras.

A Festa do Divino, o Bumba-meu-boi, os belíssimos azulejos e toda a arquitetura da cidade com seus casarões, palácios, teatros e conventos, garantiram a cidade o título de Capital Brasileira da Cultura de 2009.

 

Fontes
http://www.cidadeshistoricas.art.br


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

HÁ 198 ANOS, DOM PEDRO I DECLARAVA A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 

Perto das 16h30 de 7 de setembro de 1822, um rapaz de 23 anos alcançava o alto de uma colina ao lado do riacho Ipiranga, nos arredores da vila de São Paulo, seguido de alguns acompanhantes. Era o príncipe regente dom Pedro, montado numa mula, coberto de poeira e com as botas sujas de lama. A viagem fora mais uma vez interrompida pela diarreia incômoda que o perseguia desde a partida de Santos, antes do amanhecer.

O alferes Francisco de Castro Canto e Melo, que vinha de São Paulo com notícias dramáticas, alcançou a comitiva, prestes a retomar o curso. Antes que ele desse seu recado, porém, chegaram a galope dois mensageiros do Rio de Janeiro. Traziam cartas de José Bonifácio de Andrada e Silva, da princesa Leopoldina e do cônsul britânico na capital, Henry de Chamberlain.

O sucessor do trono português não podia esperar novidade pior. Lisboa havia cassado sua regência sobre a colônia e anulava suas decisões anteriores. Um membro da comitiva, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, relataria quatro anos depois o que viu naquela tarde: "Dom Pedro, tremendo de raiva, arrancou das minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e os deixou na relva. Caminhou alguns passos, silenciosamente. De repente, estancou já no meio da estrada, dizendo-me: ‘As cortes me perseguem, chamam-me de rapazinho, de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal’". Minutos depois, diante da guarda de honra que o esperava mais à frente, desembainhou a espada para determinar: "Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou Morte!", descreveu o chefe da guarda, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo.

Poucos meses depois, nas principais cidades do novo país, muitos homens começaram a mudar alguns de seus hábitos. O deputado baiano Cipriano Barata, por exemplo, passou a se vestir exclusivamente de algodão brasileiro e a usar chapéus feitos de palha de carnaúba - no que foi rapidamente imitado. Os nacionalistas mais empolgados penteavam o cabelo de forma a deixar uma risca definida no meio da cabeça.

Era a chamada estrada da liberdade, uma forma de simbolizar os caminhos abertos pela Independência. O uso do cavanhaque, incomum entre os portugueses, também foi adotado para marcar diferença. De uma hora para outra, pegava mal fumar os adorados charutos cubanos - era obrigatório valorizar o produto nacional. Cachimbo, nem pensar, pois tornou-se símbolo dos exploradores europeus. Exagero? Muitas famílias trocaram seus sobrenomes de batismo por expressões indígenas.

Um ramo da família Galvão, de Pernambuco, passaria a se chamar Carapeba. O jornalista, advogado e político negro Francisco Gomes Brandão, um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil, adotou o nome Francisco Gê Acaiaba de Montezuma (homenagem também aos astecas).

Os modismos foram só a vitrine mais singela das transformações na vida nacional - iniciadas, é verdade, em 1808, após o desembarque da família real. A terra pela qual dom Pedro se apaixonou a ponto de romper com Portugal, reagiu com empolgação à sensação de autonomia. Quando deixou o Rio de Janeiro, em 1831, o soberano havia legado uma nação ainda turbulenta politicamente, mas já estabelecida como Império do Brasil.

O cenário que encontrou às vésperas do Grito do Ipiranga, escreve Laurentino Gomes em 1822, indicava que o país "tinha tudo para dar errado: de cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. Era uma população pobre e carente de tudo. O medo de uma rebelião escrava pairava como um pesadelo sobre a minoria branca. Os analfabetos somavam mais de 90% dos habitantes".

Em importantes cidades, a novidade significou a realização literal do lema Independência ou Morte. Nas ruas, defensores do Brasil e de Portugal se estranhavam e, não raro, discutiam e se agrediam. Em alguns lugares, era preciso ter coragem para aderir à onda do cavanhaque. Em Salvador, em 1824, um padre se recusou a prosseguir com o cortejo fúnebre enquanto o defunto não fosse barbeado. Bahia, Piauí e outras províncias pegaram em armas para garantir a autonomia brasileira e a unidade do território nacional - desfecho diferente do que ocorreu nas colônias vizinhas, que acabaram fragmentadas.

A adesão ao comando do imperador, porém, não foi automática em todas as regiões. Rachas provincianos somavam-se à luta com os portugueses. Somente Rio, São Paulo e Minas Gerais aceitaram de pronto as ordens de dom Pedro. Esse processo foi mais lento sobretudo no Norte, no Nordeste e no Sul. A Guerra da Independência, iniciada em fevereiro de 1822, durou 21 meses e matou de 2 a 3 mil pessoas. "Em 1825, o governo brasileiro sequestrou os bens de portugueses que ainda contestavam a independência no Rio, na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão e no Grão-Pará. E os intimou a deixar o país", diz Isabel Lustosa, historiadora ligada à Fundação Casa de Rui Barbosa.

O confronto acabou de afundar as finanças quase falidas do novo governo, limitando investimentos urgentes e gerando inflação. Entre 1825 e 28, ela dobrou. Só a dívida externa superava 1 bilhão de reais em valores atualizados.

A infraestrutura das províncias mais afastadas da capital não tinha mudado muito desde a chegada de dom João. Ainda se dormia em redes e esteiras, se comia com a mão e se andava em ruas escuras e estreitas - mesmo no Rio de Janeiro, a iluminação a gás só estrearia em 1860. Mas as diferentes regiões já tinham mais contato com os acontecimentos no centro de poder. Dom Pedro I continuou a abrir estradas, que passaram a ligar a Bahia a Pernambuco, Minas Gerais a Goiás, o Grão-Pará ao Maranhão.

Nas maiores cidades, uma nova classe de trabalhadores se desdobrava com mais de uma ocupação, algo inédito depois de três séculos de controle estrito das atividades profissionais e das fontes de renda dos súditos de Lisboa. Barbeiros eram músicos nas horas vagas, pedreiros cortavam cana, advogados mantinham lojas, médicos davam aulas.

As mulheres também se viravam bem. Cozinhavam e costuravam para a família e ainda vendiam nas ruas quitutes, toalhas e roupas com a ajuda de um ou dois escravos. "A Independência dá um novo dinamismo às províncias. As pessoas tem uma grande mobilidade social, econômica e cultural. Escravos e livres se movimentam muito e exercem atividades econômicas variadas.

Surgiu uma primeira geração de ex-escravos livres. E eles, em especial as mulheres, ganharam um grande poder com a possibilidade de se casar com brancos e com a liberdade para exercer diversas atividades econômicas simultâneas", diz Eduardo Franco Paiva, historiador e professor da UFMG. "Por outro lado, a chegada de escravos, que continuavam sendo vendidos em grandes quantidades no Brasil, manteve um grande intercâmbio cultural com a África. Também havia contato com estrangeiros de outros lugares."

Apesar da grande desigualdade social, a miséria e a fome não eram tão comuns - diferentemente do que acontecia sobretudo no interior em tempos de seca, como a que assolou o sertão nordestino em 1825 e levou à primeira grande onda migratória interna. No Sudeste, as indústrias incipientes ganharam fôlego - especialmente fábricas de barcos, pólvora e tecidos. A produção de algodão, café e gado ocupava cada vez mais espaço, em detrimento do açúcar e da mineração. Mas as transformações mais radicais aconteceram mesmo na sede do Império: o Rio de Janeiro.

Sob o impacto dos 13 anos de estadia da corte, tudo mudou na cidade. A população saltou de 43 mil habitantes, em 1799, para 79 mil, em 1821 (ou 110 mil com a área rural). A capital já tinha uma primeira geração de médicos formados no Brasil, nas faculdades de medicina do Rio e de Salvador. Em uma época de condições sanitárias precárias, cujo sistema de esgoto consistia em grandes latões de dejetos carregados por escravos, esses doutores começavam a substituir os barbeiros com suas sanguessugas.

Era uma forma de reduzir a mortalidade em geral, o impacto das mortes no parto e, principalmente, das febres de março, que faziam diversas vítimas todos os anos. "Sistematicamente, as mortes eram bem superiores aos nascimentos. A cidade crescia graças apenas às migrações de pessoas que para lá eram atraídas. Mas, no geral, a população foi sendo beneficiada por todas as mudanças", diz Maria Luiza Marcilio, professora da USP.

Havia um afluxo grande de estrangeiros. Em 1818, os suíços formaram a primeira colônia de imigrantes não portugueses em Nova Friburgo. Apesar da falência em 1821, o Banco do Brasil já havia ajudado a alterar a economia da cidade, que, até a década de 1810, vivia basicamente do escambo.

O porto do Rio concentrava a metade do comércio exterior nacional, sobretudo embarcando café (que, em 1840 somava quase 50% de toda a pauta de exportações) e importando produtos ingleses inéditos por aqui, de tecidos a lampiões. As pessoas rapidamente se acostumaram a se vestir mais de acordo com a moda europeia (mesmo escravos adotaram ternos, mas não podiam calçar sapatos.

Os pés descalços denunciavam sua condição). A língua francesa se tornava mais comum. No começo dos anos 1830, a rua do Ouvidor já estava tomada por lojas francófonas.

Faltaram soldados nativos para as lutas de independência nas províncias, mas as escolas da Guerra e da Marinha constituíam uma crescente classe de militares. A população se acostumou com facilidade a resolver suas pendengas na Casa de Suplicação do Rio, criada por dom João VI, origem do Supremo Tribunal Federal.

O Teatro São João, a Biblioteca Real e os jornais locais faziam a vida cultural ficar muito mais diversificada e acessível, a ponto de até mesmo alfaiates manterem seu próprio veículo de comunicação. Em 1826, o surgimento da Academia Imperial de Belas-Artes tirava os desenhistas dos quartéis, onde eles se limitavam a rabiscar plantas de terrenos.

Os pianos eram uma peça obrigatória nas casas mais ricas e o imperador dedicava tempo às composições musicais. Em carta ao pai, o rei Francisco I da Áustria, a imperatriz Leopoldina escreveu: "Envio-vos nesta ocasião uma Missa de Neukomm, que merecerá sem dúvida o vosso bom acolhimento. O meu Marido também é compositor e faz-vos presente da Sinfonia e Te Deum de sua autoria; falando a verdade é um tanto teatral, que é defeito de meu Marido".

Aluno de Joseph Haydn e colega de estudos de Ludwig van Beethoven, o maestro Sigimund von Neukomm vivia no Rio desde 1816. A influência dessa vida pujante era tal que ganhava importância o sotaque carioca, mais aportuguesado e menos marcado por expressões indígenas do que no resto do país. "Muito antes ainda (do advento) da televisão, os habitantes do Rio já influenciavam a fala dos habitantes das outras províncias", escreve o historiador Luiz Felipe de Alencastro em História da Vida Privada no Brasil.

O Primeiro Reinado, claro, foi um período de intensa atividade política. A elite se dividia em várias correntes, a começar por monarquistas e republicanos (que em 1822 se aglutinaram em torno de dom Pedro para confrontar as cortes portuguesas - grandes responsáveis pelo processo que levou à Independência). A Assembleia Constituinte, instalada em maio de 1823, seria dissolvida em novembro, mas, em 1824, o imperador promulgou a primeira Constituição do país (considerada até liberal para a época).

O Poder Moderador dava a ele autoridade sobre os demais poderes, mas a Carta garantiu liberdade de culto, de imprensa (em termos, pois havia determinadas perseguições) e deu outro status à figura do eleitor. Homens maiores de 25 anos, livres, alfabetizados e com renda de 100 mil-réis escolhiam os cidadãos que podiam votar e ser votados desde que atendessem a certos requisitos.

Os religiosos seriam valorizados - até porque eles representavam parte considerável da ínfima parcela alfabetizada da população. Na década de 1820, eles eram 23% de todos os deputados. Os padres raramente usavam batinas, mantinham negócios e, com muita frequência, mulher e filhos.

As discussões a respeito dos rumos do novo país não ficavam restritas às elites (embora pelo menos parte dela tenha feito valer sua vontade, evitando o fim da escravidão, por exemplo). "A população estava longe de estar a reboque das camadas dirigentes", escrevem os historiadores Gladys Sabina Ribeiro e Vantuil Pereira em O Brasil Imperial: "O povo foi ator político fundamental na trama do Primeiro Reinado, tanto por meio de revoltas ou burburinhos quanto usando mecanismos formais, como petições, queixas e representações". Os debates da constituinte foram acompanhados por populares, que gritavam palavras de ordem pedindo direitos civis e apresentavam por escrito centenas de sugestões aos deputados.

Com o desmonte da assembleia, o intendente de polícia Estevão Ribeiro de Resende mandou seus homens às ruas para apreender os panfletos com chamados à revolução. Negros e mulatos eram a maior preocupação das autoridades - se reuniam em tabernas nos arredores da cidade, área cheia de quilombos. Um grupo chegou a fundar um "Club dos Malvados" com motivações políticas e raciais. Já liberais radicais organizaram um atentado contra o imperador. Na noite em que assinou a Constituição, ele e a família foram ao teatro. Um grupo tocou fogo em poltronas, mas ele saiu ileso.

O rei voltou a enfrentar resistência política intensa dos deputados. Seus vínculos com Portugal, que vivia um período turbulento, incomodavam os brasileiros. A derrota na Guerra da Cisplatina, em 1828, havia afetado seu prestígio, já abalado pelos escândalos de alcova. Em 1831, dom Pedro voltou a dissolver seu ministério. Foi o estopim para uma série de manifestações populares, que culminaram com a família real abandonando o Rio na surdina. Em seus últimos três anos de vida, porém, ele mudaria também os rumos de Portugal.

Dom Pedro I indicou imperador o filho de 5 anos e deixou como tutor um dos patronos da nação, José Bonifácio. O Brasil mergulharia numa década de revoluções e turbulências, até que dom Pedro II assumisse o cargo e garantisse a estabilidade política (ao menos temporariamente) não alcançada pelo pai.

A História reconheceria, porém: Pedro de Alcântara Francisco foi um dos nomes mais importantes da trajetória do país. Não se limitou a garantir a independência do Brasil e a unidade do território. Com ele, despontava uma nação com identidade própria. Dali em diante, a verdadeira transformação ocorreria com o fim da escravidão, em 1888. No ano seguinte, seria proclamada a República. 

Fonte: AH


domingo, 6 de setembro de 2020

IMPEDIDO DE FAZER EUTANÁSIA, HOMEM IRÁ TRANSMITIR MORTE AO VIVO NO FACEBOOK


 Alan Cocq é um homem francês de 57 anos que decidiu transmitir sua morte ao vivo no Facebook, após ter uma eutanásia negada. O acontecimento terá início nesse sábado, 5. Ele sofre de uma doença degenerativa rara que sequer possui um nome, e atua causando insuficiência de circulação sanguínea em diversos tecidos e órgãos de seu corpo. 

Sentindo dores intensas nos últimos 34 anos de sua vida, além de ser vítima de descargas elétricas a cada dois ou três segundos, ele decidiu enviar uma carta ao presidente, Emmanuel Macron, pedindo que permitisse a um médico lhe prescrever barbitúrico, de forma que pudesse “partir em paz”. 

presidente francês, contudo, não concordou com a decisão: “como não estou acima da lei, não posso concordar com sua exigência”. Foi então que Cocq decidiu parar de comer e se hidratar até que viesse a falecer. 

“Decidi dizer chega. Meus intestinos esvaziam em uma bolsa. Minha bexiga esvazia em uma bolsa. Não posso me alimentar, então eles me alimentam como um ganso, com um tubo no meu estômago. Não tenho mais uma vida decente”, contou ele à agência de notícias AFP. 

Sua proposta, ao transmitir o fim doloroso em sua página do Facebook, é “mostrar aos franceses qual é a agonia imposta pela lei”. Ele estima que demorará entre quatro e cinco dias para afinal ter a partida pela qual tanto deseja, e espera que seu ato contribua para uma legislação francesa mais humana no futuro.

Fonte: AH

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

MOVIDO PELA PRINCESA ISABEL, PROCESSO MAIS ANTIGO DA REPÚBLICA CHEGA AO FIM

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a posse do Palácio da Guanabara, atualmente sede do governo do Rio de Janeiro, pertence ao Estado. A Corte encerrou o processo mais antigo da República, movido pela Princesa Isabel de Orleans e Bragança.

A decisão, tomada no dia 28 de agosto, ocorre após 124 de Isabel ingressar na Justiça alegando que o imóvel pertencia a Família Real. Em seus argumentos, a princesa alegava que o imóvel foi ilegalmente tomado após o golpe militar que derrubou o Império e culminou na instalação da República.

Além de Isabel, figurava no processo, como autor, o marido dela, Conde d’Eu. Em 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu que o Palácio, na Zona Sul do Rio, pertence à União. O sobrinho-neto da princesa, dom Bertrand de Orleans e Bragança, recorreu. Mas o Supremo chancelou a decisão anterior e entendeu que não cabe reparação aos herdeiros da Família Real.

Fonte: Correio Brasiliense


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

75 ANOS DO FIM DA SEGUNDA GUERRA: ENTENDA COMO O CONFLITO MOBILIZOU O MUNDO

 

A Segunda Guerra envolveu as mais longínquas regiões do planeta, nos mares e na terra, na neve e no deserto através de uma guerra que começou na Europa, berço dos grandes pensadores, artistas e cientistas modernos, recém-saída de um conflito monstruoso que deixara milhões de mortos no início do século 20.

Da ascensão de Hitler ao Tratado de Versalhes, foram as fagulhas para engolfar o Velho Mundo numa guerra e, pouco depois, o planeta inteiro. Era de conhecimento geral que a Alemanha não tinha matéria-prima suficiente para sustentar uma guerra de longa duração.

Daí a "necessidade" de invadir e conquistar regiões ricas em petróleo e minerais. Assim, as ações alemãs inicialmente vitoriosas na Europa, resultado da reconstrução de seu Exército sob as barbas da Liga das Nações, deram a falsa impressão aos nazistas de que seria fácil usurpar outros territórios. Ledo engano.

Depois de conquistar quase totalmente a Europa ocidental, Hitler não conseguiu deixar a Inglaterra de joelhos. Na sequência, voltou-se para o Leste Europeu e invadiu a União Soviética, abrindo um novo front, no que foi reconhecidamente um de seus maiores equívocos estratégicos.

Assim começou a Operação Barbarossa, na primavera de 1941, com a certeza de que os alemães conseguiriam fazer o que os franceses não tinham conseguido. Também acabaram vencidos.

Em 1941, a Alemanha mandou tropas para ajudar a combalida Itália a manter suas linhas na Grécia e no norte da África contra os ingleses. A batalha pela ilha de Creta causou grandes baixas aos alemães. Enviado ao Egito, o Afrikakorps alemão fez o que pôde para dominar o estratégico porto de Tobruk e os campos de petróleo da região, até ser repelido pelos ingleses, em novembro de 1942.

Pouco depois, os Estados Unidos entrariam no conflito, mandando suas primeiras tropas para o Mediterrâneo. As bases aéreas americanas em território brasileiro, no caminho para o norte da África, foram um exemplo de como todas as áreas do planeta estavam mobilizadas na luta global contra o Eixo.

No começo da guerra no Extremo Oriente, as forças imperiais japonesas estavam em plena ascensão, dominando quase todo o Pacífico. Antes de Pearl Harbor, muitas áreas do extenso território chinês já estavam em guerra, com as colônias inglesas combatendo os japonês.

O Japão invadiu a China no começo dos anos 1930, cometendo inúmeras atrocidades contra a população, como na ocupação de Nanquin, com 300 mil mortos ou na instauração de um laboratório de armas bacteriológicas na área, responsável pela morte de mais de 10 mil prisioneiros de guerra, usados como cobaias.

Como o Japão era aliado da Alemanha, o território da Indochina – então colônia francesa – foi ocupado por forças japonesas. A China já tinha o apoio explícito dos Estados Unidos antes de sua entrada no conflito, ao receber treinamento e equipamento militares americanos.

Uma ponte aérea para levar suprimentos foi estabelecida pelos americanos entre a Índia, a Burma e a China. Os aviões sobrevoavam as perigosas montanhas do Himalaia, levando suprimentos preciosos na luta dos chineses, mantendo assim um grande número de tropas japonesas ocupadas.

Depois do ataque japonês a Pearl Harbour, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão, que havia assinado o Tratado Tripartite em 1940, com a Alemanha e Itália, formando o Eixo. Na esperança de que o Japão também atacasse a URSS, Hitler adiantou-se em declarar guerra aos americanos.

Mas o Império japonês já estava ocupado em sua luta, além de não querer confrontar a União Soviética naquele momento. Mais um fracasso de Hitler.

Em junho de 1942, os japoneses conquistaram algumas das Ilhas Aleutas, no extremo norte do Pacífico, parte do território americano do Alasca, um pequeno grupamento de ilhas do Cinturão de Fogo, nas fronteiras do Polo Norte.

O receio de que os japoneses pudessem atacar o território americano daquele ponto motivou a construção de uma longa estrada e de um oleoduto, que atravessou vários estados americanos até a região do Alasca, mobilizando o home front na defesa das fronteiras norte-americanas.

Em fevereiro de 1943, ao conclamar os alemães para uma “guerra total” (total krieg), Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler, jamais poderia imaginar a maneira como o mundo inteiro cairia sobre suas cabeças, em maio de 1945.

O que dizer das populações de Hiroshima e Nagasaki, em agosto do mesmo ano. Terminaria assim a guerra que mobilizou e modificou profundamente os quatro cantos do mundo.

Fonte: AH


terça-feira, 1 de setembro de 2020

POR QUE PERDA DE OLFATO E PALADAR NA COVID-19 É DIFERENTE DA QUE OCORRE NA GRIPE?

Quando os pacientes com covid-19 apresentam perda de olfato, ela tende a ser repentina e severa. E geralmente não envolve nariz entupido, congestionado ou escorrendo — a maioria das pessoas com coronavírus ainda consegue respirar livremente.

Outra coisa que os diferencia é sua contundente perda do paladar. Não é que seu paladar esteja um pouco prejudicado porque seu olfato está fora de ação, dizem os pesquisadores em artigo publicado na revista científica Rhinology. Pacientes com coronavírus que perderam o paladar realmente não conseguem distinguir entre amargo ou doce.

Os especialistas suspeitam que isso ocorre porque o vírus afeta as células nervosas diretamente envolvidas com a sensação de cheiro e paladar. Os principais sintomas do coronavírus são:

Febre alta

Tosse nova contínua

Perda de cheiro ou paladar

Qualquer pessoa com esses sintomas deve se auto isolar e fazer um teste para verificar se tem o vírus. Outros membros da família também devem se isolar para evitar uma possível disseminação.

Pesquisa olfativa

Responsável pelo estudo, o professor Carl Philpott, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, realizou testes de cheiro e sabor em 30 voluntários: 10 com covid-19, 10 com resfriados fortes e 10 pessoas saudáveis sem sintomas de resfriado ou gripe.

A perda de cheiro foi muito mais profunda nas pacientes com covid-19. Eles eram menos capazes de identificar cheiros e não eram capazes de distinguir sabores amargos ou doces.

Philpott, que trabalha com a ONG Fifth Sense, criada para ajudar pessoas com distúrbios de olfato e paladar, diz: "Realmente parece haver características distintas que distinguem o coronavírus de outros vírus respiratórios". "Isso é muito interessante porque significa que testes de olfato e paladar podem ser usados para discriminar entre pacientes com covid-19 e pessoas com gripe ou resfriado comum."

O especialista diz que as pessoas podem fazer seus próprios testes de cheiro e sabor em casa, usando produtos como café, alho, laranja ou limão e açúcar. Mas Philpott ressalva que testes ainda são essenciais se alguém pensa que pode ter coronavírus. Os sentidos do olfato e do paladar retornam em poucas semanas na maioria das pessoas que se recuperam do coronavírus, acrescenta.

O professor Andrew Lane é especialista em problemas de nariz e seios faciais na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Ele e sua equipe têm estudado amostras de tecido da parte de trás do nariz para entender como o coronavírus pode causar a perda do olfato e publicaram as descobertas na revista científica European Respiratory Journal.

Os especialistas identificaram níveis extremamente altos de uma enzima que estava presente apenas na área do nariz responsável pelo cheiro. Essa enzima, chamada ACE-2 (enzima conversora de angiotensina II), é considerada o "ponto de entrada" que permite que o coronavírus entre nas células do corpo e cause uma infecção.

O nariz é um dos locais por onde o Sars-CoV-2, o vírus que causa a covid-19, entra no corpo. "Estamos agora fazendo mais experimentos no laboratório para ver se o vírus está realmente usando essas células para acessar e infectar o corpo", diz Lane. "Se esse for o caso, podemos ser capazes de combater a infecção com terapias antivirais aplicadas diretamente pelo nariz." 

Fonte: BBC News Brasil


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

FLORDELIS: ENTENDA O CASO QUE ESCANDALIZOU O PAÍS NOS ÚLTIMOS DIAS

 

Um ano e dois meses de puro silêncio até que o nome do pastor Anderson do Carmo voltar às manchetes. No dia 16 de junho de 2019, mais de 30 tiros foram disparados contra o homem em um caso que chocou o país.

Meses mais tarde, a Operação Lucas 12, em referência ao capítulo bíblico de mesmo nome, desmascarou outros integrantes do assassinato. No total, onze familiares e amigos do pastor foram indiciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Entre os acusados, o nome mais surpreendente é o de Flordelis dos Santos de Souza, a esposa da vítima. Além dela, mais cinco dos 55 filhos do casal foram indiciados e presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2020.

Após meses de investigação, as autoridades cariocas perceberam que o Caso Anderson do Carmo era muito mais amplo do que imaginavam. Além do homicídio, a família do pastor ainda teria outros segredos para esconder.

Matriarca de uma família reconhecida por seus valores, Flordelis é pastora, cantora e deputada federal do Rio de Janeiro pelo PSD desde 2019. Na sociedade carioca, ela é famosa pelo grande número de filhos — sendo quatro biológicos e 51 adotados.

Dentro de sua casa, no entanto, a vida era um pouco diferente do que Flordelis mostrava nas redes sociais. Segundo as investigações, a família está cercada por traições, tentativas de assassinato e incesto. Para o delegado Allan Duarte, responsável pelo caso, inclusive, eles são uma grande “organização criminosa”.

O castelo de cartas da deputada começou a cair logo depois do assassinato de Anderson, quando dois filhos do casal foram indiciados pelo crime. O ex-PM Marcos Siqueira Costa também foi preso por uma suposta participação no homicídio.

Nesse sentido, as investigações mostraram que Lucas César dos Santos, filho adotivo da mulher, teria sido o responsável por comprar a arma do crime, enquanto seu irmão, Flávio dos Santos Rodrigues, teria sido o executor dos 30 tiros que mataram Anderson.

Agora, em agosto de 2020, mais cinco filhos de Flordelis e uma neta da pastora foram presos pela Operação Lucas 12. Entre as acusações estão homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa majorada

Também ficou claro, durante as recentes investigações, que a casa da enorme família guardava mistérios insólitos. Um deles, o mais chocante, diz respeito à supostas relações incestuosas entre os integrantes do grupo.

Filha biológica de Flordelis com seu primeiro marido, Simone dos Santos Rodrigues teria namorado Anderson do Carmo quando os dois eram adolescentes. Mais tarde, quando ele virou seu padrasto, ela teria tentado envenená-lo por diversas vezes. A própria Flordelis já teria sido mãe adotiva de Anderson, antes de se casar com ele.

Quanto aos envenenamentos, a investigação sugere que diversas substâncias foram usadas conta o pastor. Nesse sentido, tanto Simone e Flordelis, quanto Marzy, uma filha adotiva do casal, tentaram intoxicar Anderson por pelo menos seis vezes desde 2018.

Atualmente, o inquérito aponta Flordelis como a mandante do homicídio. Mesmo assim, ela ainda não foi presa, já que conta com imunidade parlamentar. Segundo Gilberto Kassab, presidente do PSD, no entanto, a deputada será desfiliada do partido.

O caso contra a pastora se baseia em diversas demonstrações de raiva que ela fez contra o marido. Em mensagens encontradas pela polícia, Flordelis chegou a pedir ajuda para um dos filhos. “André, pelo amor de Deus, vamos pôr um fim nisso. Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio?”, ela escreveu.

Agora, graças a Operação Lucas 12, os 11 acusados — que incluem a esposa do ex-PM preso pelo assassinato — devem responder pelo homicídio triplamente qualificado. No caso da deputada, a Polícia Civil espera pela autorização da Câmara para que possam emitir o mandado de prisão contra Flordelis.

Fonte: AH


sábado, 29 de agosto de 2020

TIROS, SURTOS E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: O LADO B DE ELVIS PRESLEY

 

Elvis Presley foi um dos artistas mais famosos de todos os tempos. Mas, proporcionalmente ao seu sucesso, sua vida pessoal era permeada de polêmicas. Com um comportamento conhecidamente agressivo, o cantor tinha hobbies um tanto quanto peculiares.

Além de atirar e destruir televisores, Presley também buscava outras maneiras de demonstrar fisicamente sua fúria. Uma das pessoas que viveu com os excessos de loucura do astro foi sua esposa Priscilla Presley, que falou sobre esses episódios em entrevista à Barbara Walters.

"Ele tinha um temperamento. Era imprevisível. Seu temperamento sempre foi uma explosão de frustração, mas acho que era porque ele tinha poder e dinheiro para destruir, ele poderia substituir dessa maneira", disse a ex-cônjuge com quem Elvis teve Lisa Marie Presley

Empresária, filantropa e atriz, Priscilla também relembra o episódio acima citado sobre a destruição de televisões, o que para ela pareciam substituir alguém que o cantor não gostava. "Ele apenas os explodia no ar. Era simples assim e a televisão era substituída. Ele gostava de armas e tinha uma coleção. Acho que era outra maneira de sentir esse poder".

Parte do que viveu junto ao Rei do Rock foi relatado, anos mais tarde, no livro Elvis & Me. Em um episódio marcante negativamente, ela se recorda de quando sofreu violência doméstica por parte do cantor.

Priscilla explica que o músico lhe deixou uma vez com o olho roxo e, na ocasião, chegou a arremessar nela uma cadeira ao ouvir que sua companheira não havia gostado de uma música que ele cantava.

Entretanto, o temperamento agressivo do cantor não se resumiu ao período em que esteve casado com Priscilla. Afinal, Ginger Alden, que foi a última parceira de Elvis, também relatou episódios violentos ao lado do músico.

Em seu livro Elvis and Ginger, a atriz relembra quando acordou desesperada no meio da noite com um barulho estrondoso de tiro. "Me levantei e vi Elvis parado ao pé da cama, segurando uma pistola Magnum 57 na mão".

"Arrisquei olhar atrás de mim e vi um buraco de bala na parede acima da cabeceira da cama. Olhei para Elvis, tentando entender por que ele realmente havia acabado de fazer um buraco na parede". Segundo conta, ele se justificou logo em sequência. "Disse que pediu iogurte novamente e eu não respondi".

O episódio a marcou muito, deixando-a magoada com Elvis por um tempo. Mas Alden conta que aceitou quando ele lhe pediu desculpas. Porém, os momentos de estresse e loucura do Rei do Rock não demoraram muito para aparecerem novamente.

Mais tarde, irritado com um vaso sanitário, Elvis sacou uma arma e o “explodiu em pedacinhos “com uma arma que, segundo Ginger, parecia uma “metralhadora”. Como consequência, ela foi até à casa de sua mãe e só voltou depois que o músico pediu desculpas.

Mas o pior ainda estava por vir, o próximo alvo da loucura do astro seria a própria companheira. Em março de 1977 ela também se tornou vítima de agressões físicas. Tudo começou quando os dois estavam de férias no Havaí.

Na ocasião, eles discutiam calorosamente quando a atriz tentou entrar em outro quarto. Foi aí que Elvis interveio lhe dando “um tapa na lateral do corpo”. Em seguida, ele vociferou: “Ninguém sai quando estou conversando”.

O comportamento perturbado de um homem pressionado e que tinha como hábito usar muitas drogas é relatado em ambos os livros de suas ex-companheiras. Priscilla relembra quando Elvis teve a sensação de que as pílulas poderiam tirá-lo disso.

“Ele passou por uma enorme quantidade de coisa. Era esperado muito dele, muitas exigências. Ele não sabia como lidar com isso de outra maneira. Ele realmente achava que tinha tudo sob controle", conta.

Em 16 de agosto de 1977, o astro do rock tomou tantos remédios que seu corpo não aguentou. Ele foi encontrado no chão do banheiro de sua casa, em Memphis, no Tennessee, por sua noiva Ginger Alden. Naquele ano, ele já estava lutando contra um glaucoma e uma doença intestinal.

A autópsia revelou que Elvis tinha 14 substâncias diferentes em seu sangue. Além do mais, o artista havia tomado uma overdose de analgésicos, pílulas para dormir e antidepressivos. Os exames revelaram que o Rei do Rock faleceu de arritmia cardíaca, provavelmente ocasionada pelo coquetel de drogas que foi encontrado em seu organismo.

Fonte: AH


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

SOMOS 211,7 MILHÕES DE BRASILEIROS

 O IBGE acaba de divulgar a nova estimativa da população brasileira.

O país tem 211.755.692 habitantes — aumento de 0,77% na comparação com o ano passado — espalhados por 5.570 municípios.

São Paulo continua sendo a unidade da Federação com mais gente: 46,289 milhões de pessoas, o equivalente a 21,9% da população total. Roraima tem a menor população: 631.181.

A cidade de São Paulo ainda é a mais populosa (12,3 milhões de pessoas), seguida do Rio de Janeiro (6,75 milhões) e de Brasília, incluindo as cidades do DF (3,05 milhões). O município com menos gente, 776 habitantes, é Serra da Saudade, em Minas Gerais.

As estimativas populacionais são usadas, por exemplo, como base para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Fonte: O Antagonista