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terça-feira, 8 de setembro de 2026

EM QUEM CONFIAR? A SINA DO ELEITOR DE COELHO DE NETO

 

A campanha eleitoral em Coelho Neto apresenta características de desconfiança. A começar pelo cansado eleitor que desde sempre foi ‘enrolado’ com discursos e promessas que não se concretizam. A realidade é que dia após dia a vida fica mais difícil para o pobre, enquanto os eleitos e seus asseclas se deleitarão na fartura dando 4 anos de ‘pindaíba’ para o eleitor.

O clientelismo, baseado na troca de favores, empregos ou bens materiais, é uma artimanha dos candidatos, amplamente utilizada por parte significativa da população, assim como o voto de cabresto moderno, que obriga o funcionário contratado da prefeitura a votar nos indicados da “liderança”, tremendo de medo de perder o emprego. Essas são práticas usuais na nossa sofrida coelho Neto.

Aqui, o quesito honestidade não entra em discussão. Candidatos mais sujos que pau de galinheiro disputam a atenção do eleitorado. Os eleitores não querem saber da ficha corrida dos larápios. Um exemplo clássico: mais de 70% dos eleitores coelhonetenses votam para presidente num ex-presidiário, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com ambas as condenações anuladas pelos “amiguinhos” do STF.

Outra observação importante é sobre a quantidade de candidatos a deputado federal e estadual. O mandatário municipal, e seu grupo, apresenta de dois a três; os que dizem fazer oposição, cada um apresenta os seus, mandando a possibilidade de equivalência eleitoral para o espaço.  É cada um tratando de seus projetos pessoais de poder.

Na apuração final, depois de humilhar psicologicamente os funcionários contratados, o mandatário municipal leva a maioria dos votos para os seus indicados; e os chamados líderes oposicionistas, com a penca de candidatos apresentados, disputam o prêmio de maior decepção.

No final das contas quem de fato perde é o eleitor sincero, o preocupado, o pouco esclarecido, o informado, o desinformado, o vendido, o comprado, o que ‘não enxerga’, o que não tá nem aí, o puxa-saco, entre outras categorias. Enfim, seja qual for a categoria de eleitor, ele sabe que não dá para confiar nessa turma que busca voto na terrinha...


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