Nas 40 páginas da decisão que embasou o afastamento de Daniel
Brandão do Tribunal de Contas do Estado, o ministro Flávio Dino se debruça
sobre as investigações do esquema envolvendo João Bosco, apontado como cobrador
de propinas e assassinado dentro do Tech Office, mas não menciona atuais
aliados políticos relacionados ao caso.
Imagens exclusivas obtidas pelo Marrapá mostram Bosco
conversando e tirando selfies com Dino durante a campanha de 2022. Em outro
registro, ele declara nominalmente apoio a Dino, Felipe Camarão, Carlos Brandão
e Lula.
A gravação foi feita em 22 de junho de 2022, na Favela do
Samba, em São Luís, período em que Brandão estava afastado para tratamento de
saúde e Dino assumia protagonismo na campanha governista.
Bosco ocupava cargo na Secretaria de Estado da Educação,
então comandada por Felipe Camarão. A investigação relacionou o assassinato a
valores de um precatório pago pela pasta do petista, que atualmente faz
oposição ao Palácio dos Leões como candidato ao governo.
O assassino, Gilbson Cutrim, também era dono de um jornal que
mantinha contratos de publicidade de valores consideráveis durante a gestão
comunista.
No dia do crime, Daniel Brandão chegou a se abrigar em uma
sala do PCdoB localizada no prédio do Tech Office.
Apesar dessas conexões, as decisões mais recentes de Dino no
caso têm alcançado adversários políticos, sem avançar sobre integrantes de seu
antigo grupo.
Fonte - Marrapá

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