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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

MORTO EM 1485 E REDESCOBERTO EM 2012: O IMPRESSIONANTE ESQUELETO DO REI RICARDO III

Eternizado na peça de William Shakespeare como um tirano com uma péssima reputação, Ricardo III teve uma saga complexa tanto em vida quanto em morte. Ele foi o último rei da Casa de York da Inglaterra, que foi sucedido pela dinastia Tudor, com a posse do rei Henrique VII da Inglaterra.

O monarca inglês morreu em batalha e pode ser considerado o último a ter falecido de tal maneira. Aos 32 anos, sendo apenas dois destes de governo na Inglaterra, ele foi morto na batalha de Bosworth, no dia 22 de agosto de 1485. Aquele foi também o último conflito da Guerra das Rosas, que selou o destino da dinastia.

A derrota de Ricardo e seu exército também marcou o fim da Idade Média da região. Mas quando o rei foi morto próximo da cidade de Market Bosworth, em Leicestershire, iniciou-se um mistério que perdurou por séculos.

Afinal, onde estava o corpo do fatídico monarca, que ficou conhecido por suas decisões controversas?

Pelo que se sabe, no fim da batalha, o cadáver do rei foi enterrado de maneira simples em uma cidade vizinha de Leicester, mas não se sabe exatamente qual foi a trajetória do corpo. Muitas lendas dizem que Ricardo foi jogado no rio Soar, sendo este o motivo pelo qual ele permaneceu desaparecido por tanto tempo.

Outros acreditam que seu túmulo original tenha sido destruído ou ao menos removido durante a Reforma Inglesa, o que explicaria o sumiço do corpo do rei.

Dessa maneira, por ao menos cinco séculos, ninguém fazia ideia de onde estava o esqueleto do monarca inglês. Isso mudou apenas recentemente.

Em 2012, a Sociedade Ricardo III iniciou um projeto ambicioso. Escavações arqueológicas começaram a ser feitas em um local onde, no passado, estava a Igreja Greyfriars Priory, uma capela franciscana que foi destruída no século 16 e deu lugar a um estacionamento, que permanece até os dias de hoje. 

Foi quando os pesquisadores encontraram um esqueleto. Os profissionais do Departamento de Arqueologia da Universidade de Leicester descobriram, no subsolo do local, os restos bem preservados de um homem que apresentava escoliose severa.

O mais curioso era que o indivíduo apresentava características que poderiam muito bem ser de Ricardo. Por exemplo, os ossos indicavam que aquele ser humano morreu quando tinha entre 25 e 40 anos; o monarca veio a óbito quando tinha 32. Também foram notados ferimentos que poderiam ter sido feitos em batalha.

Os cientistas submeteram o esqueleto descoberto a um exame de datação por radiocarbono, que revelaram, por exemplo, que aquele homem havia vivido entre a segunda metade do século 15 e início do século 16.

Os estudos também revelaram que aquele homem teve uma alimentação baseada em proteína, marcada pelo consumo de frutos do mar, comida que marcou a época. Outro passo também foi comparar aqueles restos com as descrições físicas feitas sobre o rei.

Contudo, a análise definitiva foi a comparação de seu DNA com dois descendentes de sua irmã mais velha, Anne de York. "A sequência de DNA do esqueleto foi comparada com a dos parentes. Ficamos empolgados em descobrir que existe uma correspondência entre o DNA da família de Ricardo III e os restos encontrados nas escavações”, explicou a geneticista Turi King.

O arqueólogo Richard Buckley, coordenador das escavações, cravou que: “a conclusão acadêmica da Universidade de Leicester é que, além de qualquer dúvida razoável, o indivíduo exumado em Greyfriars, em setembro de 2012, é efetivamente Ricardo III, o último rei da Inglaterra da casa Plantageneta”.

“É uma honra e um privilégio estar no centro de um projeto que desperta tanto interesse público. Raramente as conclusões de alguma pesquisa acadêmica são esperadas com tanta ansiedade”, afirmou.

Com os resultados dos exames realizados nos ossos, os pesquisadores também publicaram um artigo sobre o tema na revista médica The Lancet, que contava com detalhes sobre a investigação. Eles perceberam que o homem foi morto sem capacete, tendo o crânio perfurado.

Além disso, é possível que ele tenha sido morto de joelhos. As análises identificaram onze ferimentos no corpo de Ricardo. Outro detalhe interessante é que os especialistas mostram que o corpo do rei foi mutilado mesmo depois de morto, forma de aumentar a humilhação diante da derrota. 

Depois de toda essa pesquisa, que só foi possível depois de séculos de mistério, o esqueleto de Ricardo foi enterrado novamente, sepultado na capital da cidade em que foi encontrado. Finalmente, o soberano encontrará seu descanso final.

Fonte: AH

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O SANTO QUE NÃO GOSTAVA DE DORMIR FOI PADROEIRO DO BRASIL

 Antes de Nossa Senhora Aparecida ser reconhecida pelo Papa Pio XI como protetora oficial, em 1930, o Brasil tinha como padroeiro um santo que nunca foi muito popular no País, mas tinha importância por ser da devoção da Família Imperial. Trata-se de São Pedro de Alcântara.

Aliás, os restos mortais de seis familiares de Dom Pedro II — inclusive os dele — estão sepultadas na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro.

Quem? Um frade espanhol que viveu entre 1499 e 1562. Nasceu em uma família nobre. Estudou direito na Universidade de Salamanca, mas abandonou os estudos e tomou uma vida religiosa em 1515 no Convento de San Francisco de los Majarretes, perto de Valência de Alcântara.

Foi amigo Dom João III, de quem veio a devoção dos herdeiros ao santo nome de São Pedro, cuja fama chegou às terras brasileiras que compunham o Reino de Portugal e Algarves.

CURIOSIDADE — São Pedro é o “Padroeiro dos notívagos” (que são os adoradores da noite). Ele gostava de ler, refletir e rezar durante as madrugas, permanecendo a maior parte do tempo acordado enquanto seus irmãos frades dormiam; ficou famoso por dormir sentado, e pouco; morreu aos 63 anos.

Postado por Júlio Olivar em História do Brasil/facebook

domingo, 3 de janeiro de 2021

BRASIL, TERRA LINDA... NÃO POSSO LÁ VOLTAR.

 Foram estas as últimas palavras de quem se despedia do mundo, era a última Imperatriz de fato do Brasil, dona Teresa Cristina de Bourbon. A saudosa Imperatriz veio a falecer no dia 28 de dezembro do mesmo ano do golpe da proclamação da república, sendo a primeira vítima fatal do ato de crueldade contra a família imperial. A idosa Imperatriz teve um ataque cardiorrespiratório às 14h no hotel Bragança, na cidade do Porto.

Suas últimas palavras de fato foram: "Sinto a ausência de minhas filhas e de meus netos. Não posso abençoar pela última vez o Brasil, terra linda... Não posso lá voltar".

Dom Pedro II ficou inconsolável com a morte de sua santa. A princesa Isabel desmaiou ao saber da morte da mãe. Dona Teresa Cristina foi sepultada com todas as honras de Imperatriz do Brasil no Panteão de São Vicente de Fora, mausoléu dos reis de Portugal. Em 1921 seus restos mortais foram transladados para o Brasil junto com os do Imperador. Em 1939 foi finalmente sepultada na Catedral de Petrópolis onde repousa ao lado de dom Pedro II, da filha dona Isabel e do genro, conde d'Eu.

A Imperatriz arqueóloga ficou eternamente na mente e no coração dos brasileiros como a "Mãe dos Brasileiros".

Fonte: Artigos Históricos- Facebook

sábado, 2 de janeiro de 2021

ENTENDA PORQUE OS MESES TÊM NOMES BAGUNÇADOS

 Antes de Roma ser fundada, as colinas de Alba eram ocupadas por tribos latinas, que dividiam o ano em períodos nomeados de acordo com seus deuses. Os romanos adaptaram essa estrutura.

De acordo com alguns pensadores, como Plutarco (45-125), no princípio dessa civilização o ano tinha dez meses e começava por Martius (atual março). Os outros dois teriam sido acrescentados por Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, que governou por volta de 700 a.C.

Os romanos não davam nome apenas para os meses, mas também para alguns dias especiais. O primeiro de cada mês se chamava Calendae e significava dia de pagar as contas — daí a origem da palavra calendário, livro de contas. Idus marcava o meio do mês, e Nonae correspondia ao nono dia antes de Idus. E essa era apenas uma das diversas confusões da folhinha romana.

Até Júlio César reformar o calendário local, os meses eram lunares — sincronizados com o movimento da Lua, como hoje acontece em países muçulmanos —, mas as festas em homenagem aos deuses permaneciam designadas pelas estações. O descompasso, de dez dias por ano, fazia com que, em todos os triênios, um décimo terceiro mês, o Intercalaris, tivesse que ser enxertado.

Com a ajuda de matemáticos do Egito emprestados por Cleópatra, Júlio César acabou com a bagunça ao estabelecer o seguinte calendário solar: Januarius, Februarius, Martius, Aprilis, Maius, Junius,Quinctilis, Sextilis, September, October, November e December. Quase igual ao nosso, com as diferenças de que Quinctilis e Sextilis deram origem aos meses de julho e agosto.

Januarius era uma homenagem ao deus Jano, o senhor dos solstícios, encarregado de iniciar o inverno e o verão. Seu nome vem daí: ianitor quer dizer porteiro, aquele que comanda as portas dos ciclos de tempo.

Já o nome Februarius se referia a um rito de purificação, que em latim se chamava februa. Logo, Februarius era o mês de realizar essa cerimônia. Nesse período, os romanos faziam oferendas e sacrifícios de animais aos deuses do panteão, para que a primavera vindoura trouxesse bonança.

Até 27 a.C., fevereiro tinha 29 dias. Quando o Senado criou o mês de agosto para homenagear Augusto, surgiu um problema: julho, o mês de Júlio César, tinha 31 dias, e o do imperador, só 30. Então o Senado tirou mais um dia de fevereiro.

Martius é dedicado a Marte, o deus da guerra. A homenagem, porém, tinha outra motivação, bem menos beligerante. Como Marte também regia a geração da vida, Martius era o mês da semeadura nos campos.

O mês de abril pode ter surgido para celebrar a deusa do amor, Vênus. Na primeiro dia do mês, as mulheres dançavam com coroas de flores. Outra hipótese é a de que Aprilis tenha se originado de aperio, abrir, em latim. Seria a época do desabrochar da primavera.

Maius é uma homenagem a Maia, uma das deusas da primavera. Seu filho era o deus Mercúrio, pai da medicina e das ciências ocultas. Por esse motivo, segundo escreveu Ovídio na obra Fastos, Maius era chamado de o mês do conhecimento.

O nosso sexto mês faz alusão a Juno, a esposa de Júpiter. Se havia uma entidade poderosa no panteão romano, era ela, a guardiã do casamento e do bem-estar de todas as mulheres.

Já o mês de julho chamava-se Quinctilis e era simplesmente o nome do quinto mês do antigo calendário romano. Até que, em 44 a.C. o Senado romano mudou o nome para Julius, em homenagem a Júlio.

Da mesma forma, agosto antes era Sextilis, o sexto mês. De acordo com o historiador Suetônio, o nome Augustus foi adotado em 27 a.C., em homenagem ao primeiro imperador romano, César Augusto (63 a.C.-14 d.C.).

Para os últimos quatro meses do ano, a explicação é simples: setembro vem de Septem, que em latim significa sete. Era, portanto, o sétimo mês do calendário antigo. A mesma lógica se repete até o fim do ano.

Outubro veio de October (oitavo mês, de octo), novembro de November (nono mês, de novem, e data do Ludi Plebeii, um festival em homenagem a Júpiter) e dezembro de December (décimo mês, de decem).

Ao adotar o calendário solar, em 44 a.C., Júlio César criou o ano de 365 dias e um quarto. Por causa dessa diferença, a cada quatro anos era necessário atualizar as horas acumuladas com um dia extra.

O problema do calendário juliano é que, na verdade, um ano tem 11 minutos e 14 segundos a menos do que se estimava. Por isso, em 1582, o papa Gregório XIII (1502-1585) anulou dez dias do calendário e determinou que, dos anos terminados em 00, só seriam bissextos os divisíveis por 400.

E o nome "bissexto" tem uma explicação curiosa: em Roma, celebrava-se o dia extra no sexto dia de março, que era contado duas vezes.

Fonte: AH

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

A TECNOLOGIA TEM DIFICULTADO O NOSSO PROCESSO DE MEMORIZAÇÃO?

 Pense na seguinte situação: você está pronto para sair de casa rumo a um compromisso muito importante, pessoal ou profissional, tanto faz. Quando você chega ao seu carro, tem uma perturbadora sensação de que está esquecendo algo ou de que não fez alguma coisa que deveria fazer antes de sair, mas não sabe exatamente o que era. 

Com certeza muitos já viveram essa experiência ao menos uma vez na vida. Mas você já parou para pensar o que motiva esses episódios? É realmente normal esquecermos de algo, ou será que existe alguma coisa que possamos fazer para ter uma memória um pouco melhor? 

Antes de tudo, precisamos entender como nosso cérebro funciona. “Nós, seres humanos, temos um cérebro que age como priori pela sobrevivência e recompensa. Armazenamos memórias com base na emoção para que possamos melhor sobreviver e evoluir. Por essa razão, os traumas jamais são esquecidos, no mínimo, eles ficam em nosso inconsciente na região mais primitiva do cérebro”, explica o neurocientista e psicólogo Fabiano de Abreu em entrevista exclusiva ao site Aventuras.  

Fabiano autor do estudo Técnicas para uma melhor memorização: Levando em consideração as nuances da personalidade, explica que o nosso cérebro usa muita energia e, com isso, é normal que ele “economize” essa energia para usar com memórias mais importantes e coisas essenciais.

“Temos duas questões para o nosso cérebro: uma é a busca da recompensa, o outro é a sobrevivência. Ambos os fatores determinam que a emoção seja crucial para o armazenamento de algo que nosso organismo tem como determinado em nosso DNA, a memória”. 

 “Se não tivéssemos a memória, não saberíamos o que é bom, certo, ruim ou errado, para nossa sobrevivência”, diz o neurocientista. “O processo evolutivo também faz parte de uma melhor sobrevivência. E a ansiedade é a pulsão para suprir essas pendências. Nosso cérebro opta por algo mais útil para poupar energia e a ansiedade é o gatilho de cobrança”. 

Com a tecnologia tornando nosso cotidiano 'mais fácil’, nosso cérebro acaba ficando mais “preguiçoso” — termo esse usado por Abreu para explicar que, de forma instintiva, nosso cérebro acaba criando um descanso para a memorização.  

Para o psicólogo, diversos hábitos — ou melhor, a falta deles —, contribuem com isso. É o caso da leitura, um dos fatores cruciais no processo de evolução da inteligência a partir do Império Romano.  

“O sedentarismo, os alimentos industrializados, as drogas, hábitos alimentares com alimentos que não favorecem a memorização, a televisão, o vício na dopamina que pede conquistas mais imediatas causando além de disfunções, desperdício do tempo que poderia ser utilizado para aprofundarmos mais nos conteúdos”, também são, para o neurocientista, fatores que ajudam nesse esquecimento repentino. 

Porém, apresar de parecer algo que tem se tornando cada vez mais universal, a dificuldade para memorização se dá, muito mais, em países como uma educação de pior qualidade. Uma das explicações para isso não é somente a falta de recursos ou até mesmo a de tempo, mas sim como as pessoas aproveitam determinada tecnologia.  

No caso da internet, por exemplo, Fabiano diz que pessoas que vivem em países com uma qualidade de educação menor, tendem a usar a internet de maneira “vulgar”, ou seja, consumindo conteúdos que não levam ao conhecimento, diferentes daqueles que as usam para aprofundar seu aprendizado.  

“Países com pior nível educacional e cultural para o conhecimento, tendem a usar mais as mídias sociais, sem informações úteis, com mais imagens e menos texto”, explica. “Uma coisa é usar a internet para uma ampla leitura, reforçando as sinapses em algo que traga conhecimento, que traga algo novo e útil. Outra coisa é ficar entrando na rede social para ver nada, ver coisas que não agregam ou se aborrecer com publicações que o afetam e levam ao estresse”.  

“Quantas vezes já pegou no celular hoje para entrar na rede social e não fazer nada?”, questiona. Fabiano explica que muitas pessoas usam celulares ou computadores só pelo fato de terem que entrar nas redes sociais, mesmo que aquilo não contribua em nada para aquele momento.  

Quanto a isso, ele diz que há uma explicação e faz um alerta: “Cada like e follow recebido é compensado pela dopamina que é viciante e estimula a ansiedade para que possa ter mais recompensas, tornando-se um ciclo vicioso. Isso afeta os neurotransmissores que resultam na falta de atenção, na fadiga e na incapacidade do processo linear de memorização”. 

Porém, apesar de todos esses contras, não devemos demonizar a tecnologia e a internet, e sim saber aproveitá-las da melhor maneira possível. Para isso, Abreu dá algumas dicas de como promover e incentivar a cultura do conhecimento e aprendizagem entre os jovens. 

O primeiro passo, explica, é determinar o que os filhos vão ver na internet e o tempo de consumo. “Crianças precisam ter atividades lúdicas que promovam a psicomotricidade para o desenvolvimento cognitivo. Buscar maneiras e ferramentas para o conhecimento com recompensas que incentivem este estilo de educação”.  

Além do mais, também é necessário ser exemplo para eles. “A cultura também se faz na observação e na cópia, se os pais leem, se os pais têm hábitos que sirvam de exemplo, os filhos tendem a copiá-los. Há técnicas para os filhos com déficit de atenção possam praticar para uma melhor memorização. Estes devem utilizá-las e os pais devem dedicar mais tempo aos filhos”, conclui o neurocientista.

Fonte: AH

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

ANÁLISE DE DNA SUGERE QUE PRIMEIROS MORADORES DAS AMÉRICAS FORAM EXTERMINADOS POR COLONOS ANTES DE CRISTÓVÃO COLOMBO

 Um novo estudo sugere que as coisas já estavam complicadas nas Américas antes de Cristóvão Colombo chegar aqui. Uma pesquisa de DNA realizada revelou que, antes do navegador chegar ao continente, os primeiros habitantes da região quase foram exterminados por colonos.

Os pesquisadores acreditam que essas mortes ocorreram principalmente por doenças, que podem ter sido trazidas pelos invasores, mas também por guerras travadas entre os grupos. Isso teria acontecido pelo menos um milênio antes da colonização de fato, há 6 mil e 7 mil anos.

O estudo foi realizado por meio de uma análise de DNA de 174 habitantes antigos do Caribe e Venezuela, que viveram entre 400 e 3.100 anos atrás, além do material genético de mais 89 indivíduos. 

Por meio dessa investigação, também foi possível entender mais sobre as populações nativas da época. O líder da pesquisa, David Reich, da Harvard Medical School, explicou que eles descobriram que o número de pessoas na região provavelmente era menor do que pensávamos.

Acredita-se que havia entre 10 mil e 50 mil nativos antes da chegada de Colombo, contrariando a hipótese do historiador Bartolomé de las Casas, que, no começo de 1500, sugeriu que havia ao menos 3 milhões de pessoas em Porto Rico e Hispaniola. 

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.  

Fonte: AH


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

CASO DANIELLA PEREZ: BRUTAL CRIME QUE ESCANDALIZOU A TV BRASILEIRA COMPLETA 28 ANOS

Um dos crimes mais brutais conhecidos no Brasil completa 28 anos hoje, 28 de dezembro: o assassinato da atriz e dançarina Daniella Perez, filha da autora de telenovelas Glória Perez. 

Na ocasião, Daniella, que tinha 22 anos, foi morta por seu companheiro de novela, Guilherme de Pádua. O ator contou com a ajuda de sua esposa, Paula Nogueira Thomaz, para pôr fim à vida da parceira de cena, protagonizando um dos crimes que escandalizou o país e abalou a TV brasileira em 1992.

Daniella Ferrante Perez Gazolla, mais conhecida como Daniella Perez, nasceu em 11 de agosto de 1970, no Rio de Janeiro. Filha da renomada autora de telenovelas, Glória Perez e Luiz Carlos Saupiquet Perez, a jovem tinha uma carreira promissora como atriz e dançarina.

Ligada à arte, Daniella chegou a receber um convite para trabalhar na companhia de dança "Vacilou, Dançou" da coreógrafa Carlota Portela. No entanto, foi durante sua primeira aparição na TV que conheceu seu marido, o ator Raul Gazolla. Apaixonados, em 1990, Daniella e Raul se casaram e, naquele mesmo ano, a dançarina foi convidada a participar da novela "Barriga de Aluguel", da Rede Globo, de autoria de sua mãe.

Devido ao seu carisma e bela atuação foi convidada, posteriormente, a participar de mais três novelas, até que o brutal crime interrompeu sua vida. Na época, Daniella estava no auge de sua carreira, interpretando a personagem

Aos 22 anos, a jovem promissora teve sua vida interrompida. Seu colega de trabalho e ex-ator, Guilherme de Pádua e sua esposa, Paula Nogueira Thomaz, armaram uma emboscada — após as gravações da novela —, e a assassinaram com mais de 18 golpes de faca. Segundo a autópsia, a atriz teve o pescoço, o pulmão e o coração perfurados. 

Na semana do crime, o personagem de Guilherme de Pádua teve suas cenas reduzidas, o levando acreditar que estava sendo prejudicado por Daniella e Glória Perez. De acordo com a perícia da época, Guilherme estaria pressionando a atriz para que ela convencesse sua mãe a aumentar sua participação na trama. Insatisfeito, o assassino arquitetou o crime junto de sua esposa, que tinha um ciúmes doentio de Daniella. 

 

Em menos de 24 horas, a notícia de sua morte percorreu o país. Para não levantar suspeitas, Guilherme apareceu em seu velório, demonstrando estar abalado com o ocorrido. No entanto, no mesmo dia, o casal confessou às

Na noite do brutal episódio, uma testemunha avistou uma movimentação estranha e anotou as placas dos carros, ligando imediatamente para a polícia. Ao chegarem no local, não encontraram o segundo veículo, mas ao fazerem uma investigação no Projac viram que o carro de Guilherme se encaixava com a descrição da testemunha. Posteriormente, descobriram que o assassino alterou a placa, o que mostra a premeditação do crime.  

Guilherme e Paula foram detidos imediatamente e condenados por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. No entanto, ambos cumpriram somente seis anos dos 19 anos de regime fechado — ao qual foram sentenciados. 

Por meio da insatisfação popular e de manifestações engajadas por Glória Perez, houve uma alteração da legislação penal, um episódio inédito na história do Brasil. O sumiço da personagem Yasmin, da novela, foi explicado com uma viagem de estudos para o exterior, já o personagem interpretado por Guilherme de Pádua, simplesmente deixou de existir. 

Fonte: AH 

sábado, 26 de dezembro de 2020

CASO SANTIAGO ANDRADE: A TRÁGICA MORTE AO VIVO DO CINEGRAFISTA BRASILEIRO

 Santiago Andrade foi jornalista por duas décadas de sua vida, a última delas trabalhando na TV Bandeirantes — e de certa forma acabou morrendo em decorrência da profissão. O cinegrafista tinha 50 anos de idade quando estava cobrindo um protesto nas Ruas do Rio de Janeiro, onde aconteceu o evento que levaria ao seu fim. 

Era fevereiro de 2014, época das manifestações dos 20 centavos, que depois ganharam outras proporções, tomando o país. O jornalista carioca não viveria para ver esse depois, todavia. Isso porque um rojão jogado por um dos manifestantes acabou atingindo sua cabeça, colocando-o imediatamente em estado grave. 

Ele foi socorrido por colegas de profissão e um membro da Cruz Vermelha que estava próximo do local, sendo levado para o hospital às pressas. Apesar dos esforços dos médicos, infelizmente, não havia muito que desse para fazer por ele. 

Santiago sofreu afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Quatro dias após o protesto em que foi atingido, morreu no hospital, cercado por sua família. 

O jornalista fez trabalhos de grande relevância ao longo de sua carreira. Alguns exemplos são sua cobertura dos Jogos Pan-americanos de 2007, o massacre de Realengo em 2011 e o Rio+20 (uma conferência da ONU que discutiu sustentabilidade) em 2013. 

Também ganhou dois prêmios jornalísticos por uma reportagem tratando dos problemas de mobilidade urbana enfrentados pelos usuários de transporte público do Rio de Janeiro. 

A mídia de todo o país reagiu em solidariedade à morte do carioca, dessa forma fazendo com que o caso ganhasse grande cobertura.  O Jornal Nacional, por exemplo, da emissora Globo, homenageou o cinegrafista no fim de uma de suas edições.  

“Não é só a imprensa que está de luto com a morte do nosso colega da TV Bandeirantes Santiago Andrade. É a sociedade. A Rede Globo se solidariza com a família de Santiago, lamenta a sua morte, e se junta a todos que exigem que os culpados sejam identificados, exemplarmente punidos. E que a polícia investigue se, por trás da violência, existe algo mais do que a pura irracionalidade", leu William Bonner. 

Em seguida, o telão do jornal mostrou a foto de Santiago, sob o som dos aplausos da redação.  

Na época, também ocorreram protestos de jornalistas, exigindo, por exemplo, mais segurança para cinegrafistas que precisassem sair às ruas durante manifestações. Isso porque se o carioca contasse com equipamentos de proteção adequados, como por exemplo um capacete, o rojão provavelmente não seria fatal. 

A própria Dilma Roussef, na época presidente do Brasil, manifestou-se a respeito da trágica morte, dizendo que: “Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado". 

As imagens da manifestação gravadas pelo próprio jornalista e outros colegas ajudaram a encontrar os possíveis culpados pelo lançamento do rojão. Fabio Raposo e Caio Silva de Souza foram acusados por homicídio doloso (em que não há intenção de matar), sendo que o primeiro foi responsável por levar o rojão, e o segundo por acendê-lo.

Até a primeira metade de 2020, embora já fizessem seis anos do crime, o julgamento dos dois ainda não havia ocorrido.

A filha de Santiago, também jornalista, publicou um emocionante relato em seu Facebook em homenagem ao pai: “Meu nome é Vanessa Andrade, tenho 29 anos e acabo de perder meu pai. Quando decidi ser jornalista, aos 16, ele quase caiu duro. Disse que era profissão ingrata, salário baixo e muita ralação. Mas eu expliquei: vou usar seu sobrenome. Ele riu e disse: então pode!”

“Esta noite eu passei no hospital me despedindo. Só eu e ele. Deitada em seu ombro, tivemos tempo de conversar sobre muitos assuntos, pedi perdão pelas minhas falhas e prometi seguir de cabeça erguida e cuidar da minha mãe e dos meus avós. Ele estava quentinho e sereno. Éramos só nós dois, pai e filha, na despedida mais linda que eu poderia ter. E ele também se despediu.”, contou ela.

Fonte: AH

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A PREMIADA FOTO DE PINGUINS VIÚVOS QUE PARECEM SE CONFORTAR SOB AS LUZES DA CIDADE

 O ano de 2020 gerou muitas imagens pungentes e poderosas. Mas em um concurso de fotografias marinhas na Austrália, o público decidiu premiar um retrato íntimo e singelo de dois pinguins viúvos que parecem se reconfortar num abraço enquanto observam a paisagem urbana no horizonte.

O registro premiado no Ocean Photography Awards, organizado pela revista Oceanographic, foi feito pelo fotógrafo alemão Tobias Baumgaertner, em Melbourne.

Segundo ele, os dois pinguins tinham perdido seus companheiros recentemente e aparentemente abraçados perto de uma colônia de quase 1.400 pinguins-fadas, a menor espécie de pinguins com uma altura média de apenas 33 cm. A população é monitorada por voluntários.

"Um voluntário se aproximou de mim e me disse que a branca era uma senhora idosa que havia perdido seu parceiro e, aparentemente, o mesmo aconteceu com o pinguim macho mais jovem à esquerda", escreveu Baumgaertner no Instagram.

"Desde então, eles se encontram regularmente, confortando um ao outro e ficando juntos por horas observando as luzes dançantes da cidade."

O fotógrafo passou três noites com a colônia de pinguins antes de conseguir tirar esta foto.

Inicialmente ele pretendia capturar uma imagem que "mostrasse a pressão que o desenvolvimento humano exerce sobre populações de animais selvagens", mas percebeu que conseguiu ir bem além disso.

"Entre não poder ou ter permissão para usar qualquer luz e os pequenos pinguins se movendo continuamente, esfregando suas nadadeiras nas costas uns dos outros e limpando uns aos outros, era realmente difícil conseguir uma oportunidade ", disse ele. "Mas eu tive sorte durante um momento lindo."

 

Fonte: BBC NEWS- BRASIL

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

HÁ 37 ANOS, A TAÇA JULES RIMET ERA ROUBADA DA SEDE DA CBF

 Em 1928, dois anos antes da primeira Copa do Mundo de futebol, que foi vencida pelo Uruguai, o Congresso da Fifa decidiu que a equipe campeão ganharia uma taça que representaria o título.

Na época, Jules Rimet, então presidente da entidade máxima do futebol, decidiu que o troféu seria feito em ouro e que sua posse definitiva ficaria com a equipe que conquistasse primeiro três edições do torneio — algo que, até então, parecia surreal demais para acontecer.  

No entanto, esse feito considerado, praticamente, impossível pelo dirigente, foi realizado pelo Brasil em apenas 40 anos. Após os títulos seguidos de 1958 e 1962, a seleção canarinha superou a derrota em 66 e se tornou tri mundial com um show de Pelé e companhia no México, em 1970.  

Sendo assim, a Jules Rimet, como a taça ficou conhecida, passara a ser exposta na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Rua Alfândega, 70, no centro do Rio de Janeiro. Por lá, o troféu ficou até a noite de 19 de dezembro de 1983, quando foi roubada.  

A Jules Rimet, com uma base de pedras semipreciosas, pesava cerca de 3,8 quilos e media 35 centímetros de altura. Além de seu valor simbólico, não só futebolisticamente falando, ela representava uma grande honra e era motivo de orgulho para nação, além de ser avaliada em 18 milhões de cruzeiros.

Primeiro roubo

Apesar do roubo de 1983 ser o seu último e definitivo, afinal, a taça jamais foi recuperada, a Jules Rimet já havia passado por um episódio semelhante anos antes, em 1966, quando estava em exposição em Londres, quatro meses antes do mundial que seria realizado na própria Inglaterra.  

Sob a tutela do Brasil, a CBF concordou em exibir o troféu em uma exposição de selos. Apesar do grande esquema de segurança, o troféu foi furtado. No momento do episódio, ao menos dois vigilantes faziam ronda na área da exposição, mesmo assim, pela manhã, eles não se depararam com nada suspeito e acabaram sendo rendidos pelos bandidos.  

O desaparecimento levou investigadores da Scotland Yard a uma incessante caçada. Na época, um homem, identificado apenas como Jackson, chegou a fazer um pedido de resgate pela taça: ele queria 15 mil euros em notas de 1 e 5, ameaçando derreter o troféu caso o dinheiro não lhe fosse pago. 

Concordando em recompensá-lo, a polícia encheu uma mala com jornais, que foram cobertos com uma camada de notas de 5 euros. Tudo não passava de uma isca para prendê-lo, o que funcionou.

Jackson, que era, na verdade, Edwar Betchley, ex-soldado de 46 anos, ainda estava sendo interrogado pela polícia quando a Jules Rimet foi encontrada — sete dias após o roubo —, por um cachorro mestiço chamado Pickles, que a encontrou embrulhada num jornal em um jardim de um bairro no subúrbio de Londres.  

O cão virou estrela mundial, participando de programas de televisão e filmes, chegando a ter seu próprio agente. Já Edwar disse que era apenas um intermediário de um ladrão chamado “The Pole”. Porém, o suposto criminoso jamais foi encontrado. Betchley morreu em 1969, dois anos depois de ser preso por extorsão.  

Um fato curioso do primeiro roubo é que, segundo o livro Day of the Match, um assessor da CBF disse que este era um sacrilégio que jamais seria cometido no Brasil, onde até mesmo os ladrões eram apaixonados por futebol. Ele não poderia ter se equivocado mais.  

O roubo

Com o tri de 70, o Brasil passou a ter direito em ficar em definitivo com a Jules Rimet. Porém, em 1983, ela desapareceria novamente, desta vez, para sempre. Na sede da CBF, o troféu ficava exposto em um caixa de vidro à prova de bala, que era pendurada na parede por uma moldura de madeira.  

Mas isso não foi o suficiente, já que a caixa foi arrombada pelos ladrões. Ironicamente, enquanto a taça original estava em exposição, uma réplica sua era mantida protegida dentro de um cofre. Quem a roubou, tinha conhecimento não só disso, como de todo o funcionamento do prédio.  

O mandante do crime fora Sérgio Peralta, representante do Atlético Mineiro na CBF. Para o grande roubo, ele teve ajuda de dois comparsas: Chico Barbudo, experiente na compra e venda de ouro; e Luiz Bigode, amigo de Chico. Além deles, o ourives Juan Carlos Hernandez foi apontado como o responsável por derreter os troféus — além da Jules, outras três taças foram levadas.  

No dia seguinte ao roubo, em 20 de dezembro, começaram às investigações para recuperar um dos maiores símbolos do “orgulho nacional”. Porém, apesar da força-tarefa, encontrar os responsáveis pelo crime parecia uma missão impossível, afinal, nenhuma das suspeitas se concretizava.  

Porém tudo mudou quando Antônio Setta, conhecido como Broa, delatou Sérgio Peralta, que o havia convidado para o roubo — oferta essa que foi recusada por Setta. Apesar de, em um primeiro momento, a polícia não levar a sério a acusação, os agentes passaram a investigar Peralta depois de mais uma busca frustrada.  

Com isso, em 25 de janeiro de 1984, Sérgio acabou sendo preso. Porém, ele afirma que só confessou o crime por ter sido torturado pelos polícias, que também teriam agredido Luiz Bigode. Chico Barbudo não apanhou, mas disse que os investigadores levaram cerca de 2,5 quilos de joias de ouro de sua casa.  

Em março de 1988, o trio foi julgado e condenado a 9 anos de prisão cada. Já Carlos Hernandez, pegou uma pena de três anos. No entanto, acabou fugindo para a França, em 1988, onde cumpriu sete anos de prisão por tráfico de drogas. Desde então, jamais foi visto novamente. 

Chico Barbudo, por sua vez, ganhou apelação de pena e estava em liberdade quando foi assassinado por cinco homens em 28 de setembro de 1989. Já Sérgio Peralta foi preso em 13 de julho de 1994, ganhando liberdade condicional em setembro de 1998.

Ele morreu, de infarto, em agosto de 2003. Luiz Bigode também foi encarcerado, ficando detido em Bangu até 1998. Atualmente ele reside no Rio de Janeiro.  

Já Antônio ‘Broa’ Setta morreu no dia 3 de dezembro de 1985, em um acidente de carro perto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Fato curioso é que o acidente ocorreu justo no dia que ele iria depor em uma audiência, o que fez com que muitos suspeitem que sua morte foi queima de arquivo. 

Fonte: AH